Arthur Hayes afirmou no podcast What Bitcoin Did, a 23 de maio, que a maioria dos tokens cripto entra em declínio estrutural porque o valor económico gerado ao nível do protocolo nunca chega aos detentores dos tokens. O cofundador da BitMEX apontou os investidores de capital de risco (VC) iniciais como a principal pressão: as participações bloqueadas acabam por ser desbloqueadas, e os VCs vendem no mercado para maximizar os retornos ao nível do fundo — uma obrigação fiduciária, não uma escolha discricionária.
Por que razão é relevante
Hayes enquadrou esta dinâmica como um teste de maturidade para o setor. Os investidores cripto de hoje, afirmou, já não compram com base em white papers nem na reputação de um sindicato de investidores iniciais. O capital persegue fluxo de caixa demonstrável, canalizado para os detentores de tokens — o modelo que a Hyperliquid executa através do seu mecanismo de recompra de receitas. Os projetos que retêm a receita do protocolo dentro da equipa, ou que dependem de uma tese de comprador de último recurso, sangram à medida que os calendários de desbloqueio chegam.
Impacto no mercado
A tese coloca os tokens com recompra e distribuição a prémio estrutural face a ativos puramente de governação ou de oferta inflacionária, sobretudo durante as janelas de desbloqueio de VC. Ponto de atenção: projetos com política de tesouraria visível, regras de distribuição on-chain e desbloqueios concentrados de insiders nos próximos dois trimestres são os de maior risco para o padrão descrito por Hayes.
Perguntas frequentes
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Que tokens estão mais expostos ao padrão descrito por Hayes?
Projetos com desbloqueios concentrados de insiders nos próximos dois trimestres e sem política visível de canalizar a receita do protocolo de volta aos detentores — ativos apenas de governação ou de oferta inflacionária sem mecanismo de recompra.