A Ásia processou 12,5 biliões de dólares em volume de transações com stablecoins em 2025, um aumento de 67% face aos 7,5 biliões de dólares do ano anterior e o valor mais elevado de qualquer região do mundo, segundo a newsletter Crypto for Advisors da CoinDesk. Esse volume reflete utilidade real e não negociação especulativa, com empresas e particulares a usar stablecoins para pagamentos transfronteiriços, liquidação, tesouraria e remessas, em vez de um ativo de negociação.
As jurisdições da região avançaram em sintonia com essa procura. Singapura, com 61% dos residentes com apetência financeira a deter cripto, ancorou uma década de trabalho regulatório deliberado — do Project Ubin em 2016 ao Payment Services Act, ao Project Guardian em 2022 e ao BLOOM em 2025 — e alberga agora mais de 700 fintechs e 300 empresas Web3. Hong Kong aprovou ETFs de bitcoin e ether spot em 2024 e, no início deste ano, emitiu duas licenças de stablecoin a grupos liderados pelo HSBC e pelo Standard Chartered, abrindo formalmente a porta às instituições financeiras incumbentes. A Índia é a maior base de utilizadores do mundo, com cerca de 119 milhões de detentores de cripto e 100 mil milhões de dólares em remessas anuais a circular pela Unified Payments Interface, que processa 20 mil milhões de transações mensais. A Coreia completa o retrato com cerca de 33% dos adultos a deter cripto — praticamente o dobro da taxa dos EUA — e 1,76 biliões de won em volume de câmbio no final de 2025.
Por que razão é relevante
A diversidade dos quatro mercados é o ponto-chave. Hong Kong é institucional, a Índia é orientada para remessas, a Coreia é retail e Singapura é o modelo integrado — em conjunto, mostram que a cripto funciona como infraestrutura financeira multifuncional, e não como um caso de uso único. Xin Yan, CEO da Sign, afirmou à CoinDesk que mais de metade das instituições na região já operam stablecoins, com mais projetos-piloto ou implementações planeadas, e que está a emergir uma camada de pagamentos P2P, em tempo real e multicurrency, suportada por stablecoins, através das fronteiras. A tese de investimento, na sua leitura, está no que se constrói sobre essa infraestrutura — FX on-chain, pagamentos B2B, tesouraria tokenizada e a camada de aplicações — e não nas próprias stablecoins.
Impacto no mercado
Os próximos doze meses dependerão de três sinais: crescimento dos fluxos de stablecoins transfronteiriços, o surgimento de frameworks de liquidação à escala regional e a rapidez com que os reguladores asiáticos atualizam as suas regras em resposta ao CLARITY Act dos EUA. Como a newsletter assinala, quando a maior economia do mundo define uma referência, os outros ajustam-se para se manterem atuais.
Perguntas frequentes
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Quanto volume de stablecoins é que a Ásia processou em 2025?
A Ásia representou 12,5 biliões de dólares em volume de transações com stablecoins em 2025, um aumento de 67% face aos 7,5 biliões do ano anterior e o valor mais elevado de qualquer região do mundo, segundo a newsletter Crypto for Advisors da CoinDesk.
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Que países asiáticos lideram a adoção regulada de cripto e stablecoins?
Singapura, Hong Kong, Índia e Coreia são os quatro mercados destacados. Singapura construiu um percurso regulatório de uma década, Hong Kong aprovou ETFs spot de BTC e ETH em 2024 e emitiu licenças de stablecoin em 2026, a Índia tem a maior base de utilizadores do mundo impulsionada por remessas, e a Coreia tem a…
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Porque emitiu Hong Kong licenças de stablecoin a grupos liderados pelo HSBC e pelo Standard Chartered?
As licenças atribuídas no início de 2026 sinalizam que o ecossistema de ativos digitais de Hong Kong acolhe instituições financeiras estabelecidas como participantes ativos na emissão de stablecoins, e não apenas como observadoras, dando continuidade às aprovações de ETFs spot de 2024.
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O que é o CLARITY Act e porque é relevante para a Ásia?
O CLARITY Act é legislação dos EUA que, segundo a análise da CoinDesk, vai definir uma nova referência global para as regras de ativos digitais. Quando a maior economia do mundo define regras, outras jurisdições ajustam-se — os reguladores asiáticos terão de atualizar os seus frameworks para preservar a sua…
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O que devem os advisors acompanhar nos mercados asiáticos de cripto e stablecoins ao longo do próximo ano?
Segundo a newsletter, três sinais são determinantes: o crescimento dos fluxos de stablecoins transfronteiriços, o surgimento de frameworks de liquidação à escala regional e a rapidez com que cada mercado responde ao CLARITY Act. A convergência regulatória é a força estrutural de fundo.
CoinDesk