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BIS lança testes reais do Projeto Agorá com sete bancos centrais

O Projeto Agorá avança do conceito para a liquidação tokenizada em produção, com a Fed, o BCE, o BoJ, o BoE, o JPMorgan, a Visa e a Mastercard ligados a um único livro-razão unificado para pagamentos transfronteiriços atómicos.

O Banco de Compensações Internacionais está prestes a iniciar testes com valor real no Projeto Agorá, a sua iniciativa de pagamentos transfronteiriços baseada em blockchain, com a participação de sete grandes bancos centrais e um elenco dos maiores bancos comerciais e redes de pagamento do mundo.

Por que importa

O Projeto Agorá funciona num "livro-razão unificado" partilhado — um único ambiente técnico onde as reservas tokenizadas dos bancos centrais se liquidam atomicamente contra os depósitos dos bancos comerciais, eliminando a cadeia de intermediários nostro-vostro que torna o banco de correspondentes atual lento e dispendioso. Os bancos centrais participantes — a Reserva Federal de Nova Iorque, o BCE, o Banco do Japão, o Banco de Inglaterra, o Banco da Coreia, o Banco do México e o Banco Nacional Suíço — ancoram o lado grossista do livro-razão com as suas próprias responsabilidades tokenizadas, enquanto o JPMorgan, o UBS, a Visa e a Mastercard asseguram a vertente dos bancos comerciais.

A liquidação atómica é o prémio técnico: ambas as pernas de um pagamento transfronteiriço concluem na mesma transação, ou nenhuma delas, o que elimina o risco de crédito intradiário e a liquidez cativa que afetam as infraestruturas baseadas em SWIFT nos dias de hoje.

Impacto no mercado

Um teste em produção com dinheiro real — não fluxos sintéticos — é o limiar de credibilidade que os bancos centrais aguardavam para que a liquidação de reservas tokenizada saísse da sandbox. Se o piloto for bem-sucedido, posiciona a arquitetura de livro-razão unificado como candidata viável para a próxima geração de infraestruturas grossistas transfronteiriças, com as redes de pagamento participantes já posicionadas para operar as camadas de retalho sobre ela.

Perguntas frequentes

  1. O que é o Projeto Agorá?

    O Projeto Agorá é uma iniciativa do Banco de Compensações Internacionais que utiliza um "livro-razão unificado" partilhado para permitir a liquidação atómica de reservas tokenizadas de bancos centrais contra depósitos de bancos comerciais em pagamentos transfronteiriços.

  2. Quais são os bancos centrais participantes?

    A Reserva Federal de Nova Iorque, o BCE, o Banco do Japão, o Banco de Inglaterra, o Banco da Coreia, o Banco do México e o Banco Nacional Suíço ancoram o lado grossista do livro-razão unificado com reservas tokenizadas.

  3. Que bancos comerciais e redes de pagamento estão envolvidos?

    O JPMorgan, o UBS, o HSBC, o Santander e o Deutsche Bank cobrem a vertente dos bancos comerciais, enquanto a Visa e a Mastercard estão integradas no lado das redes de pagamento.

  4. O que significa liquidação atómica neste contexto?

    Liquidação atómica significa que ambas as pernas de um pagamento transfronteiriço — a transferência da reserva tokenizada do banco central e a vertente do depósito do banco comercial — se concluem na mesma transação, ou nenhuma delas, eliminando o risco de crédito intradiário e a liquidez cativa.

  5. Porque é significativa a passagem para testes com valor real?

    Testes com valor real significam transações tokenizadas em produção em vez de fluxos sintéticos, sendo este o limiar de credibilidade que os bancos centrais tinham definido para a infraestrutura tokenizada grossista sair da sandbox e avançar rumo à produção.

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Agregado de WuBlockchain · Verificado · Última atualização há 47d
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