Um analista de Bitcoin que antes baseava as suas previsões no ciclo de halving de quatro anos defende agora que a expansão económica é um indicador mais útil para os mercados de criptoativos. Dan aponta para uma viragem nos indicadores da indústria transformadora e diz que a Bitcoin poderá ter atingido um mínimo em junho de 2026, antes do mínimo de outubro esperado por alguns investidores. Na sua opinião, os halvings anteriores coincidiram com mudanças no ciclo económico, fazendo o padrão temporal parecer mais fiável do que é.
Porque é importante
Dan usa o índice de gestores de compras da indústria transformadora do ISM, ou PMI, para avaliar a expansão e a contração. A sua tese é que a Bitcoin tem reagido a essas mudanças como outros ativos de risco, em vez de seguir um calendário ditado pelos halvings. Acompanha também o desempenho do cobre face ao ouro e o Russell 2000 como possíveis sinais de um movimento mais amplo impulsionado pelo crescimento.
O seu novo índice proprietário do ciclo económico dos EUA sinalizou expansão. Combina inquéritos à indústria transformadora de cinco bancos regionais da Reserva Federal e exige três leituras mensais consecutivas acima de 51 para assinalar expansão, ou três abaixo de 49 para assinalar contração. O sinal é produzido pelo modelo de Dan; não é uma leitura oficial do PMI do ISM.
Impacto no mercado
Dan espera que os criptoativos, sobretudo as altcoins mais pequenas, reajam mais tarde do que outros ativos de risco à melhoria do crescimento. Diz que o fim do aperto quantitativo da Reserva Federal em dezembro de 2025 e o sinal de expansão do índice reforçam a sua perspetiva otimista, embora reconheça que o ritmo da próxima expansão é incerto.
Para os investidores, a questão é saber se a melhoria dos dados económicos será seguida por uma valorização sustentada da Bitcoin e do mercado de criptoativos em geral. O argumento de Dan põe em causa uma estratégia de negociação assente em datas fixas, mas a coincidência histórica entre halvings e viragens económicas não demonstra, por si só, o que impulsionou as subidas anteriores.
Perguntas frequentes
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Porque questiona Dan o valor preditivo dos halvings da Bitcoin?
Defende que os halvings anteriores coincidiram com a passagem da contração à expansão económica, pelo que o aparente padrão de quatro anos pode refletir o ciclo económico.
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Como acompanha Dan o ciclo económico?
Analisa o PMI da indústria transformadora do ISM e um índice proprietário distinto, que combina inquéritos à indústria de cinco bancos regionais da Reserva Federal.
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Como identifica o índice proprietário de Dan uma expansão?
Exige três leituras mensais consecutivas acima de 51 para sinalizar expansão. Três leituras consecutivas abaixo de 49 sinalizam contração.
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Porque acompanha Dan o cobre face ao ouro e o Russell 2000?
Usa-os como indicadores de mudanças no crescimento e no apetite pelo risco, que considera úteis para contextualizar os movimentos da Bitcoin e de outros criptoativos.
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O que poria à prova a perspetiva otimista de Dan para os criptoativos?
A questão central é saber se a melhoria dos dados económicos será seguida por uma valorização sustentada da Bitcoin e do mercado de criptoativos. Dan espera que as altcoins mais pequenas reajam mais tarde do que outros ativos de risco.