O Bitcoin está a recuar 11% no ano e cerca de 30% nos últimos doze meses, e a queda no ranking é agora a manchete: a $BTC caiu para o 13.º maior ativo do mundo por capitalização de mercado, à medida que o capital roda de forma decidida para os metais preciosos e para o complexo dos semicondutores de IA. O ouro atingiu um recorde de $5.600 por onça em janeiro, antes de recuar para cerca de $4.486, enquanto a prata disparou até $120 e negoceia agora perto de $76 — o suficiente para empurrar a própria prata para o top cinco global por capitalização de mercado.
Porque importa
A mudança é estrutural, não apenas um mau mês para as cripto. A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) e a Broadcom (AVGO) já ultrapassaram o Bitcoin em capitalização de mercado, estando ambas avaliadas em cerca de $2 biliões e ocupando os 8.º e 9.º lugares a nível global. A Micron Technology (MU) foi a mais recente fabricante de chips a ultrapassar $1 bilião, enquanto a Samsung, perto de $1,3 biliões, está mesmo atrás do Bitcoin no ranking. O ETF Roundhill Magnificent Seven está a subir 33% no último ano, prova de que a procura é ampla pelas grandes tecnológicas, e não concentrada num só nome. Para os alocadores de origem cripto, a leitura incómoda é que o dólar marginal de capital de risco em 2026 está a escolher alavancagem de resultados à infraestrutura de IA em vez de um ativo sem rendimento e impulsionado pela oferta — uma moldura que, historicamente, tem sido a contra-narrativa mais forte do Bitcoin.
Impacto no mercado
A rotação tem-se visto diretamente nos fluxos. Um único investidor não identificado executou uma venda em bloco de cerca de $1,29 mil milhões do ETF spot de Bitcoin IBIT da BlackRock num dark pool na terça-feira — um analista classificou-a como a maior transação do género que já viu — e a impressão surgiu no meio de um êxodo mais amplo dos ETFs spot de Bitcoin listados nos EUA. A entrada da prata no top cinco por capitalização de mercado é o sinal de regime mais marcante: um metal monetário a ultrapassar gigantes tecnológicas e grandes empresas de energia implica que os investidores estão a pagar por opcionalidade sobre a desvalorização monetária e o risco geopolítico, e não por crescimento.
Perguntas frequentes
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Porque caiu o Bitcoin para o 13.º maior ativo do mundo?
O Bitcoin está a recuar 11% no ano e cerca de 30% nos últimos doze meses, permitindo que ativos como a prata, a TSMC, a Broadcom, a Micron e a Samsung o ultrapassem nos rankings de capitalização de mercado.
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Quanto subiram o ouro e a prata face ao Bitcoin?
O ouro atingiu um recorde de $5.600 por onça em janeiro, antes de recuar para cerca de $4.486, enquanto a prata disparou até $120 e negoceia agora perto de $76 — movimentos que empurraram a prata para o top cinco dos maiores ativos do mundo por capitalização de mercado.
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Que empresas de semicondutores já ultrapassaram o Bitcoin em capitalização de mercado?
A TSMC e a Broadcom já ultrapassaram o Bitcoin, ambas com cerca de $2 biliões (nos 8.º e 9.º lugares a nível global), a Micron Technology ultrapassou recentemente $1 bilião, e a Samsung está mesmo atrás do Bitcoin, perto de $1,3 biliões.
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O que aconteceu com os fluxos dos ETFs de Bitcoin durante a venda?
Um único investidor não identificado executou uma venda em bloco de cerca de $1,29 mil milhões do ETF spot de Bitcoin IBIT da BlackRock num dark pool na terça-feira — descrita por um analista como a maior transação do género que já viu — no meio de um êxodo mais amplo dos ETFs spot de Bitcoin listados nos EUA.
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Que sinais devem os investidores acompanhar para saber se o Bitcoin estabiliza?
Três indicadores são os mais importantes: o fluxo dos ETFs spot de Bitcoin nos EUA para detetar mais saídas, o rácio ouro/Bitcoin para confirmar a rotação para ativos-refúgio, e a capacidade de a TSMC, Broadcom e outras líderes de chips sustentarem os seus prémios de avaliação no próximo ciclo de resultados.
CoinDesk