Um analista do mercado cripto está a contestar a tese do ciclo de quatro anos do Bitcoin, defendendo que as altcoins ficaram para trás não porque o ciclo terminou, mas porque a economia em geral atravessou uma contração recorde. O argumento apoia-se em dados do Purchasing Managers' Index (PMI) e na relação cobre/ouro, que historicamente acompanha a expansão e contração da indústria transformadora global.
A ideia central: o Bitcoin atingiu máximos históricos em 2025 sem que as altcoins acompanhassem, ao contrário do habitual movimento parabólico. Se o ciclo de quatro anos for a lente correta e 2025 tiver sido o topo do ciclo, perto dos $120.000, então a maioria das altcoins pode nunca recuperar os máximos anteriores. A contra-argumentação do analista é que a subida do Bitcoin foi alimentada pela aprovação de ETFs spot, por uma administração pró-cripto e pela expectativa em torno de políticas favoráveis, enquanto a verdadeira fase de expansão da produtividade deste ciclo ainda não arrancou.
Porque é relevante
O enquadramento do ciclo de quatro anos moldou o posicionamento dos traders ao longo de vários ciclos, com fluxos de capital e estratégias de rotação construídos à sua volta. Um erro neste padrão já custou aos detentores de altcoins o tipo de retorno que 2017 e 2021 entregaram. Se o enquadramento estiver partido ou simplesmente desalinhado, as implicações vão além da ação dos preços e chegam à forma como os fundos calendarizam entradas, à forma como as tesourarias gerem a exposição e à próxima etapa da rotação para o risco.
Impacto no mercado
O analista apresenta as altcoins como a última peça do dominó na curva de risco, à semelhança do Russell 2000 em ações, exigindo uma expansão consistente do PMI para atrair fluxo comprador. Com o PMI a começar agora a expandir e o rácio cobre/ouro a sinalizar uma possível mudança de regime de crescimento, a leitura é que o desempenho superior das altcoins está atrasado, não morto. A implicação prática: o cenário de baixa do ciclo de quatro anos sugere vender nos repiques e esperar até outubro de 2026, enquanto a leitura pelo ciclo económico sugere que as altcoins estão a preparar-se para um movimento de recuperação em final de ciclo, que historicamente proporciona os maiores retornos do ciclo.
Perguntas frequentes
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O que é a teoria do ciclo de quatro anos do Bitcoin?
É um enquadramento que liga os picos de alta e de baixa do Bitcoin a intervalos de cerca de quatro anos associados aos eventos de halving. Os traders têm-no usado para calendarizar entradas e saídas ao longo de vários ciclos anteriores.
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Porque é que as altcoins ficaram abaixo do Bitcoin em 2025?
Segundo o analista citado, a subida do Bitcoin foi impulsionada pela aprovação de ETFs spot e pela euforia em torno de políticas pró-cripto, e não por uma fase plena de expansão da produtividade. As altcoins precisam, normalmente, de uma expansão económica mais alargada para entregar os maiores ganhos.
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O que é o PMI e por que é relevante para as criptos?
O Purchasing Managers' Index acompanha a expansão e contração da indústria transformadora. Historicamente, os mercados bullish de cripto têm coincidido com fases de expansão do PMI, sendo as altcoins as mais beneficiadas quando o crescimento é sustentado.
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O que sinaliza o rácio cobre/ouro?
O cobre sobe em relação ao ouro durante a expansão económica, porque os fabricantes encomendam mais cobre para produzir. O rácio é usado como indicador avançado de mudanças de regime de crescimento.
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Quando é que as altcoins recuperariam terreno segundo a tese do ciclo económico?
O analista defende que o movimento está atrasado, não morto. Se o PMI continuar a expandir, as altcoins podem superar o mercado numa fase de final de ciclo que, historicamente, entregou os maiores retornos de qualquer etapa do ciclo.