O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, vê a procura por IA como "quase infinita", mas espera um colapso dramático nos custos que irá moldar a forma como essa procura é atendida — com 80% das cargas de trabalho a migrar para modelos que custam 99% menos nos próximos 12 a 18 meses.
Por que é importante
A forma como Armstrong apresenta a situação contraria a narrativa predominante de que os gastos em infraestrutura de IA irão acumular-se indefinidamente aos preços atuais. Se a maior parte das cargas de trabalho empresariais e de consumidores se deslocar para modelos de inferência radicalmente mais baratos, a economia da computação em IA muda fundamentalmente — com implicações para o capex de centros de dados, a procura por GPUs e as redes de energia que estão a ser construídas para os suportar. O apelo explícito do CEO à energia e à computação como as restrições vinculativas sinaliza que o gargalo é físico, não algorítmico.
Impacto no mercado
Para investidores em cripto e fintech, o sinal é complexo: modelos de IA mais baratos reduzem o custo de construção de produtos financeiros nativos de IA, o que é positivo para plataformas como a Coinbase que estão a integrar IA na sua estrutura. Ao mesmo tempo, a tese da restrição energética de Armstrong alinha-se com uma tendência macro mais ampla em torno da infraestrutura de energia e da escassez de computação — dois temas que têm impulsionado o interesse institucional em ações de mineração de Bitcoin e tokens adjacentes à energia ao longo do último ano.