A empresa de inteligência em blockchain TRM Labs afirmou que a CoinEx serviu como um portal para entidades de criptoiranianas sancionadas, rastreando mais de $3,84 bilhões em fluxos entre a exchange registrada nas Seychelles e contrapartes na lista negra ao longo dos últimos sete anos. O relatório da TRM, publicado na quarta-feira, argumentou que a CoinEx se tornou o maior parceiro comercial da Nobitex, a maior exchange de cripto do Irão, representando cerca de $2,7 bilhões desse total.
O relatório também identificou exposição direta a transações com mais de 60 plataformas de criptoiranianas, um padrão que a TRM disse apontar para uma relação coordenada em vez de atividade de mercado orgânica. Dentro desse volume, a TRM Labs destacou $6 milhões em transações envolvendo carteiras associadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, além de $374.000 de exposição ligada ao Jihad Islâmico Palestino. A CoinEx rejeitou as conclusões em uma declaração na quinta-feira, afirmando que nunca estabeleceu qualquer relação comercial com entidades relacionadas ao governo iraniano, exchanges domésticas iranianas ou forneceu qualquer forma de assistência ativa a agências governamentais iranianas, entidades relacionadas à Guarda Revolucionária ou outras partes sancionadas.
Por que isso é importante
As descobertas surgem apenas algumas semanas após o Tesouro dos EUA sancionar uma série de exchanges de criptoiranianas, incluindo Nobitex, Wallex, Bitpin e Ramzinex, todas mencionadas no relatório da TRM. Esse timing confere um peso político imediato às alegações: qualquer plataforma acusada de ter movimentado bilhões para entidades que os EUA já designaram está dentro de uma linha de execução ativa, não histórica. A defesa da CoinEx baseia-se na natureza aberta e pseudônima das transações em blockchain, argumentando que os fundos que passam pela plataforma on-chain não provam consciência ou participação. Essa argumentação pode ser difícil de vender em um ambiente de conformidade que trata cada vez mais os controles KYC inadequados como a falha institucional em si.
Impacto no mercado
A exchange afirmou que começou um processo de revisão e saída de toda a exposição relacionada ao Irão após as designações do Tesouro, e contestou que análises de um único fornecedor deveriam ser tratadas como definitivas. Os próximos movimentos a serem observados: se as autoridades dos EUA...
Perguntas frequentes
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O que a TRM Labs acusou a CoinEx de fazer?
A TRM Labs alegou que a CoinEx serviu como um portal para entidades de criptoiranianas sancionadas, rastreando mais de $3,84 bilhões em fluxos ao longo de sete anos, com cerca de $2,7 bilhões indo para a Nobitex, a maior exchange do Irão.
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Como a CoinEx respondeu às alegações?
A CoinEx rejeitou as conclusões, afirmando que nunca teve uma relação comercial com entidades relacionadas ao governo iraniano ou exchanges domésticas. Argumentou que os fluxos de fundos on-chain não provam consciência ou participação e pediu cautela com análises de um único fornecedor.
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Quais entidades sancionadas apareceram no relatório da TRM?
A TRM identificou $6 milhões em transações envolvendo carteiras associadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e $374.000 ligados ao Jihad Islâmico Palestino. O relatório também citou exchanges iranianas Nobitex, Wallex, Bitpin e Ramzinex, recentemente sancionadas pelo Tesouro dos EUA.
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Como isso se conecta às recentes sanções dos EUA ao Irão?
As descobertas surgem semanas após o Tesouro dos EUA sancionar uma série de exchanges de criptoiranianas, incluindo a Nobitex. Esse timing eleva as alegações de uma questão histórica de conformidade para uma preocupação de execução ativa para a CoinEx e suas contrapartes.
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O que acontece a seguir para a CoinEx?
A CoinEx afirma que começou a sair de toda a exposição relacionada ao Irão. Observe se as autoridades dos EUA abrem uma investigação formal, se os parceiros bancários restringem a exposição e se outros fornecedores de conformidade confirmam ou contestam o número de 60 plataformas da TRM.
CoinDesk