A Depository Trust & Clearing Corporation vai realizar "negociações iniciais e limitadas em modo de produção de ativos do mundo real" em julho de 2026, com o lançamento completo do serviço previsto para outubro. A decisão surge enquanto a DTCC reúne contributos da BlackRock, da Circle e de mais de 50 empresas de gestão de ativos, corretagem e plataformas de negociação — entre as quais Morgan Stanley, Nasdaq, Payward (empresa-mãe da Kraken) e Robinhood Markets.
A Securities and Exchange Commission aprovou o serviço no final do ano passado, através de uma No-Action Letter, autorizando a DTCC a tokenizar um conjunto estritamente definido de instrumentos de elevada liquidez em blockchains pré-aprovadas, ao abrigo de uma janela de três anos. A lista de ativos elegíveis lê-se como um portefólio central de TradFi: ações do Russell 1000, ETFs que replicam os principais índices norte-americanos e bilhetes do Tesouro, obrigações e notas dos EUA. A SEC tem sido clara ao afirmar que os valores mobiliários tokenizados continuam a ser valores mobiliários — sujeitos a todo o peso da legislação vigente em matéria de valores mobiliários — e está, em paralelo, a construir uma "innovation exemption" que poderá funcionar como um sandbox regulatório para ativos on-chain, sob a atual administração favorável às cripto.
Por que razão isto é relevante
A DTCC não é mais um interveniente entre muitos. É ela que compensa e liquida a maior parte da negociação de ações e de rendimento fixo nos EUA; qualquer fluxo de tokenização que passe pela DTCC herda o mesmo perímetro regulatório, o mesmo regime de vigilância e a mesma stack de contrapartes que sustentam o mercado atual. Isto torna o serviço da DTCC menos um lançamento de produto e mais uma decisão de infraestrutura: a principal entidade de liquidação dos EUA está agora a sinalizar que os rails on-chain são operacionalmente aceitáveis para fluxos em produção, e não apenas para pilotos. O contributo precoce da BlackRock e da Circle é o segundo sinal — a maior gestora de ativos e o maior emissor de liquidez dolar on-chain estão ambos à mesa de desenho.
Impacto no mercado
A estrutura faseada — produção limitada em julho, lançamento completo em outubro, autorização por três anos — dá ao mercado uma rampa gradual em vez de um evento único e binário.
Perguntas frequentes
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O que está a DTCC a lançar e quando?
A Depository Trust & Clearing Corporation vai realizar "negociações iniciais e limitadas em modo de produção de ativos do mundo real" em julho de 2026, com o lançamento completo do serviço previsto para outubro, ao abrigo de uma autorização de três anos da SEC.
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Que ativos são elegíveis para tokenização no serviço da DTCC?
A No-Action Letter abrange ações do Russell 1000, ETFs que replicam os principais índices dos EUA e bilhetes do Tesouro, obrigações e notas norte-americanas — tudo em blockchains pré-aprovadas.
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Quem participa no Industry Working Group da DTCC?
Estão envolvidas mais de 50 empresas, incluindo BlackRock, Circle, Morgan Stanley, Nasdaq, Payward (empresa-mãe da Kraken) e Robinhood Markets — abrangendo gestoras, corretoras e plataformas de negociação.
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Como autorizou a SEC o serviço de tokenização da DTCC?
A SEC emitiu uma No-Action Letter no final do ano passado, permitindo à DTCC tokenizar os instrumentos elegíveis ao abrigo de um período de autorização de três anos. A SEC também afirmou que os valores mobiliários tokenizados continuam a ser valores mobiliários ao abrigo da legislação em vigor.
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Por que razão isto vai além de um simples lançamento de produto?
A DTCC compensa e liquida a maior parte do fluxo de ações e de rendimento fixo nos EUA. Trazer os ativos tokenizados para esse perímetro sinaliza que os rails on-chain são operacionalmente aceitáveis para volumes de TradFi em produção, e não apenas para pilotos.
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