A Ondo Finance implementou na quinta-feira a primeira implantação em produção do modelo de tokenização de terceiros da SEC, colocando versões tokenizadas do ETF IVV da BlackRock e de ações da Micron na Ethereum, ao abrigo das regras norte-americanas de custódia e de agente de transferência já existentes, sem recorrer a uma estrutura offshore. O agente de transferência Oasis Pro TA, que a Ondo adquiriu no ano passado, trata da emissão, enquanto a Broadridge assegura o voto por procuração, as divulgações regulatórias e a comunicação com os acionistas. Os detentores dos tokens obtêm os mesmos direitos de governação que os investidores tradicionais das corretoras.
A estrutura mantém as ações subjacentes da IVV e da Micron dentro da atual cadeia de custódia dos EUA. Os custodiantes regulados continuam a deter os valores mobiliários reais, ao passo que os controlos já existentes de corretagem, de agente de transferência e de custódia asseguram as restrições à transferência. Direitos de token numa base de um-para-um são cunhados na Ethereum como invólucro, e não como substituto, da própria ação regulada.
Porque é relevante
O lançamento decorre da declaração de janeiro do pessoal da SEC sobre valores mobiliários tokenizados, que descreveu de que forma uma abordagem custodial de terceiros poderia cumprir a legislação de valores mobiliários em vigor. As declarações do pessoal não têm a força de uma orientação aprovada pelos comissários, mas indicam a forma como a agência lê o mercado. No âmbito do modelo, um intermediário regulado detém as ações convencionais e emite tokens na blockchain que representam o direito do detentor sobre essas ações, uma alternativa à tokenização patrocinada pelo emitente, em que o emitente subjacente participa na cadeia.
Esse debate intensificou-se no ano passado, quando a OpenAI afirmou não ter autorizado a oferta tokenizada da Robinhood associada às suas ações. A arquitetura da Ondo contorna essa questão: o emitente nunca toca na camada de tokenização, e intermediários registados controlam toda a cadeia, do início ao fim. O CEO Ian De Bode descreveu o lançamento como uma demonstração de que os valores mobiliários baseados em blockchain podem existir dentro do atual enquadramento regulatório e de custódia dos EUA.
Impacto no mercado
A tokenização tem sido uma das fronteiras de crescimento mais rápido entre os ativos digitais e as finanças tradicionais. A Citi estima que os valores mobiliários tokenizados possam atingir uma dimensão de mercado de 5,5 biliões de dólares até 2030.
Perguntas frequentes
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O que é que a Ondo lançou, afinal?
A Ondo implementou a primeira implantação em produção do modelo de tokenização de terceiros da SEC, colocando versões tokenizadas do ETF IVV da BlackRock e de ações da Micron na Ethereum, ao abrigo das regras norte-americanas de custódia e de agente de transferência já existentes.
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Quem trata da infraestrutura regulada?
A Oasis Pro TA, um agente de transferência registado na SEC que a Ondo adquiriu no ano passado, trata da emissão, enquanto a Broadridge fornece voto por procuração, divulgações regulatórias e comunicação com os acionistas aos detentores dos tokens.
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Como funciona o modelo custodial de terceiros da SEC?
No modelo descrito na declaração de janeiro do pessoal da SEC, um intermediário regulado detém as ações convencionais em custódia e emite tokens na blockchain que representam o direito do detentor sobre esses ativos, mantendo os valores mobiliários subjacentes dentro dos controlos norte-americanos existentes.
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Podem os investidores dos EUA comprar estes tokens hoje?
Não. A Ondo referiu que o produto ainda não está disponível para investidores norte-americanos, embora a empresa tenha apresentado o lançamento como a base para alargar o acesso onchain dentro do país.
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Qual é já a dimensão da pegada de tokenização da Ondo?
A Ondo afirma já operar mais de 1 mil milhão de dólares em ações e ETF tokenizados em mais de 430 valores mobiliários fora dos EUA, sendo uma das maiores plataformas de valores mobiliários tokenizados do mercado.
CoinDesk