A Financial Conduct Authority do Reino Unido advertiu clubes da Premier League e de outras divisões de futebol de que os acordos de patrocínio com empresas cripto não autorizadas podem expô-los a responsabilidade legal, risco de branqueamento de capitais e danos reputacionais.
A FCA afirmou que algumas empresas não autorizadas poderão estar a usar patrocínios de clubes de alto perfil para promover produtos junto dos adeptos de futebol, apesar de não lhes ser permitido operar no Reino Unido, e instou os clubes a reforçarem a devida diligência sobre os seus parceiros comerciais.
Por que razão importa
Os acordos de patrocínio tornaram-se um ponto de fricção onde o alcance de marketing do futebol de elite encontra o perímetro da regulação financeira britânica. Um clube que sirva de rosto a uma plataforma de negociação não autorizada está, na prática, a emprestar a sua marca a uma empresa que a FCA já considerou inapta para receber dinheiro de clientes no Reino Unido, o que eleva substancialmente o nível de devida diligência que o próprio clube é esperado cumprir nas suas relações comerciais — não apenas as da empresa patrocinada.
Impacto no mercado
O aviso surge num mercado de patrocínios que já arrefeceu desde o pico de 2021-22 dos patrocínios cripto no futebol europeu. Os clubes que ponderem um novo parceiro, ou a renovação de um já existente, têm agora um sinal explícito do regulador de que as verificações de autorização e de branqueamento de capitais sobre contrapartes cripto serão lidas como parte da postura de conformidade do próprio clube, e não apenas do patrocinador.
Perguntas frequentes
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Porque é que a FCA está a avisar os clubes de futebol sobre patrocínios cripto?
O regulador afirmou que algumas empresas cripto não autorizadas poderão estar a usar patrocínios de clubes de alto perfil para promover produtos junto dos adeptos britânicos, apesar de não terem autorização para operar no Reino Unido, expondo os clubes a riscos legais, de branqueamento de capitais e reputacionais.
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Que riscos enfrentam os clubes ao abrigo do aviso da FCA?
A FCA identificou três: responsabilidade legal por se associarem a empresas não autorizadas, exposição ao branqueamento de capitais através dessas parcerias e danos reputacionais caso um patrocinador venha a ser considerado infrator das regras britânicas.
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O que pediu a FCA aos clubes?
A FCA instou os clubes a reforçarem a devida diligência sobre os seus parceiros comerciais, tratando na prática as verificações de autorização e de branqueamento de capitais sobre contrapartes cripto como parte da própria postura de conformidade do clube.
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Isto afeta apenas os novos patrocínios ou também os já existentes?
O aviso enquadra a questão em torno da devida diligência dos clubes sobre os parceiros comerciais em geral, o que significa que tanto os novos acordos como as renovações com empresas cripto não autorizadas estão agora no âmbito da preocupação da FCA.
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Como se enquadra isto na tendência mais ampla dos patrocínios cripto no futebol?
Surge num mercado que já arrefeceu desde o pico de 2021-22 dos patrocínios cripto no futebol europeu, dando aos clubes uma razão apoiada pelo regulador para abandonar ou reestruturar estas parcerias.