O ex-presidente da CFTC e da SEC, Gary Gensler, apresentou um parecer amicus ao Tribunal de Apelações do Sexto Circuito na quinta-feira à noite, argumentando que a lei federal não concede à CFTC autoridade para supervisionar mercados de previsão ligados a eventos desportivos. O parecer de Gensler sustenta que o Congresso nunca teve a intenção de que os contratos de apostas desportivas se qualificassem como swaps ao abrigo da Lei de Câmbio de Mercadorias ou do Dodd-Frank, escrevendo que tais contratos "não se enquadram no propósito da CEA ou na linguagem estatutária que define swap, que se concentra na cobertura de risco económico."
Por que é importante
A apresentação coloca Gensler — que presidiu a CFTC de 2009 a 2014 e supervisionou a implementação do Dodd-Frank — diretamente em desacordo com a atual CFTC sob a presidência de Mike Selig, que apresentou o seu próprio parecer no mês passado argumentando o oposto. Juntam-se a Gensler a Indian Gaming Association, organizações tribais nativas americanas, a American Gaming Association e Better Markets, todas visando os contratos desportivos do provedor de mercados de previsão Kalshi. O caso resulta de uma ação judicial preventiva que a Kalshi moveu contra Ohio; um juiz federal decidiu contra a Kalshi em março. Os tribunais estão agora divididos: o Terceiro Circuito apoiou os mercados de previsão em abril, enquanto o Nono Circuito parece mais favorável aos estados.
Impacto no mercado
As apostas são significativas para o setor de mercados de previsão. Se os estados prevalecerem no nível da Suprema Corte — onde se espera amplamente que a questão seja decidida — plataformas como a Kalshi enfrentam requisitos de registro estado por estado e potencial responsabilidade criminal em jurisdições como o Arizona. Se a posição da CFTC vencer, os estados perdem receitas fiscais substanciais de jogos.
Perguntas frequentes
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Por que é significativo o parecer de Gensler, dado que ele já liderou a CFTC?
Gensler supervisionou a implementação do Dodd-Frank como presidente da CFTC de 2009 a 2014, tornando seu argumento de que a lei nunca autorizou a supervisão da CFTC sobre contratos de apostas desportivas uma refutação direta da posição legal atual da sua antiga agência sob a presidência de Mike Selig.
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O que acontece com plataformas de mercados de previsão como a Kalshi se os estados vencerem na Suprema Corte?
As plataformas precisariam se registrar e cumprir as regulamentações em cada estado em que operam, e poderiam enfrentar penalidades criminais em estados como o Arizona por terem operado plataformas de jogos não registradas.
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Como os tribunais dos EUA estão atualmente decidindo sobre a questão da jurisdição da CFTC versus a dos estados?
Os tribunais estão divididos: o Terceiro Circuito decidiu em abril que Nova Jersey não poderia fechar mercados de previsão, enquanto um painel do Nono Circuito parecia mais inclinado a apoiar os estados, tornando uma resolução na Suprema Corte amplamente esperada.
CoinDesk