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Humanity Protocol: violação veio de malware num PC de programador

Não se tratou de uma falha no smart contract — um único portátil de programador, comprometido por malware, expôs a hot wallet administrativa e seis chaves de proprietário da Safe em Ethereum e BSC, permitindo o roubo de mais de $31M.

O relatório de investigação do Humanity Protocol sobre o ataque de 8 de junho atribui a violação a uma única máquina de programador comprometida, e não a uma vulnerabilidade no contrato. O malware no dispositivo deu ao atacante acesso root total, e sete chaves privadas tinham sido inadvertidamente guardadas em cópia de segurança nessa máquina durante o lançamento da mainnet do projeto, perto de junho de 2025.

Por que importa

As chaves expostas a partir desse único dispositivo incluíam a chave da hot wallet administrativa, três chaves de proprietário da Safe em Ethereum e três chaves de proprietário da Safe em BSC — um conjunto completo de propriedade da tesouraria cross-chain do protocolo. Como o atacante detinha chaves legítimas, todas as transferências, transações na Safe e atualizações de proxy que se seguiram foram consideradas válidas on-chain: a própria investigação do protocolo exclui explicitamente qualquer bug de smart contract na bridge, no token ou nos contratos da Safe.

Impacto no mercado

As perdas totais ultrapassaram $31 milhões. A causa raiz configura-se como uma falha de segurança operacional e não como uma exploração de código: programadores a armazenar material de chaves de produção numa estação de trabalho suscetível de ser infetada. Foi a cadeia de custódia que ficou exposta, e nenhuma auditoria de contrato a teria detetado.

Source: [Notion | Where teams and agents work together](https://app.notion.com)

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Perguntas frequentes

  1. O ataque de 8 de junho ao Humanity Protocol foi uma exploração de smart contract?

    Não. O relatório de investigação do protocolo exclui qualquer bug nos contratos — a bridge, o token e os contratos da Safe funcionaram conforme o previsto. O atacante utilizou chaves privadas legítimas obtidas a partir de um dispositivo comprometido.

  2. Como é que o atacante obteve sete chaves privadas a partir de um único dispositivo?

    Uma máquina de programador foi infetada com malware, concedendo ao atacante acesso root total. Sete chaves — a chave da hot wallet administrativa, três chaves de proprietário da Safe em Ethereum e três chaves de proprietário da Safe em BSC — tinham sido inadvertidamente guardadas em cópia de segurança nesse…

  3. Quanto foi roubado no ataque ao Humanity Protocol?

    As perdas ultrapassaram $31 milhões. O relatório do protocolo não divide o valor por cadeia.

  4. Porque é que a atividade on-chain não pôde ser sinalizada como suspeita?

    Cada transferência, transação na Safe e atualização de proxy foi autorizada com chaves privadas legítimas. Para os contratos e para os exploradores de blocos, a atividade do atacante era indistinguível de operações autorizadas do protocolo.

Atribuição da fonte
Agregado de WuBlockchain · Verificado · Última atualização há 76d
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