A Kelp DAO e a Aave anunciaram que vão retomar as operações com rsETH nos próximos dias, na sequência dos primeiros passos bem-sucedidos de recuperação depois do exploit de 18 de abril. O ataque drenou cerca de 292 milhões de dólares da Kelp e é atribuído pelos investigadores ao Lazarus Group da Coreia do Norte.
Porque é que isto importa
O rsETH é um dos maiores tokens de restaking líquido em DeFi, e a Aave está entre as plataformas de empréstimo mais conhecidas que o aceitaram como colateral. O exploit foi o primeiro teste em larga escala de como a stack de restaking e os mercados de empréstimo que dela dependem lidam com um compromisso de um único ativo desta dimensão. Retomar operações é o primeiro sinal concreto de que ambos os protocolos consideram que o caminho de contágio está contido e que as filas de levantamentos podem reabrir sem desencadear uma liquidação forçada.
Impacto no mercado
A atribuição ao Lazarus importa tanto quanto o valor em dólares — exploits ligados à Coreia do Norte raramente devolvem fundos, pelo que qualquer caminho de recuperação é a leitura que o resto da indústria vai acompanhar. Uma reabertura limpa em ambas as plataformas seria também o primeiro evento comparável para um token de restaking indexado aos rendimentos dos validadores de Ethereum, uma categoria com muito poucos dados de stress anteriores. Acompanhar as primeiras 48 horas de levantamentos retomados, observando a profundidade das filas e qualquer desvio no peg rsETH/ETH.
Perguntas frequentes
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O que aconteceu no exploit da Kelp DAO a 18 de abril?
A Kelp DAO foi alvo de um exploit a 18 de abril que drenou cerca de 292 milhões de dólares. Os investigadores atribuíram o ataque ao Lazarus Group da Coreia do Norte, e tanto a Kelp como a Aave dizem ter iniciado passos de recuperação antes de retomar as operações com rsETH.
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O que é o rsETH e porque é que o exploit importa para a Aave?
O rsETH é um dos maiores tokens de restaking líquido em DeFi. A Aave aceitou-o como colateral nos seus mercados de empréstimo, pelo que um compromisso desta dimensão funcionou, na prática, como um teste de stress para a stack de restaking e para as plataformas de empréstimo que dela dependem.
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Os fundos roubados estão a ser recuperados?
Ambos os protocolos descreveram "primeiros passos bem-sucedidos de recuperação", mas exploits ligados ao Lazarus raramente devolvem fundos. A extensão total dos ativos recuperados e o mecanismo de recuperação ainda não foram divulgados.
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Quando vão ser retomadas as operações com rsETH?
A Kelp DAO e a Aave afirmaram que vão retomar as operações com rsETH nos próximos dias, após a conclusão dos atuais passos de recuperação e uma reabertura controlada das filas de levantamentos.
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O que devem os traders acompanhar depois do reinício?
As primeiras 48 horas são as mais importantes: profundidade da fila de levantamentos, qualquer desvio no peg rsETH/ETH e se os mercados de empréstimo na Aave reprecificam os fatores de colateral do rsETH. A categoria de tokens de restaking tem muito poucos dados de stress anteriores para comparar.
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