A Kraken vai substituir a LayerZero pelo Cross-Chain Interoperability Protocol (CCIP) da Chainlink como infraestrutura exclusiva para fazer a ponte dos seus criptoativos wrapped entre blockchains, anunciou a exchange em comunicado. A decisão surge na sequência do exploit de 292 milhões de dólares em abril numa ponte alimentada pela LayerZero, que drenou 116.500 rsETH do protocolo de liquid restaking Kelp — o maior exploit de 2026 — e desencadeou a migração de cerca de 3 mil milhões de dólares em valor total bloqueado de pontes baseadas na LayerZero para o CCIP.
O CCIP da Chainlink ficará responsável pela movimentação dos ativos wrapped da Kraken, incluindo o kBTC, sob a norma Cross-Chain Token, mantendo a Kraken a emissão e a custódia dos tokens. A migração abrange Ink, Ethereum, Unichain e Optimism, estando prevista a chegada de mais cadeias. O kBTC, lançado em 2024 como um token indexado 1:1 ao bitcoin, tem uma capitalização de mercado de cerca de 260 milhões de dólares.
Porquê é relevante
A LayerZero reconheceu após o incidente da Kelp que "cometeu um erro" ao permitir que a sua própria rede de verificadores protegesse ativos de elevado valor na configuração utilizada — uma rara admissão pública de falha arquitetónica por parte de um protocolo cross-chain de referência. A Kraken junta-se a Kelp, Solv e Re na migração para fora da LayerZero, enquanto a rival Coinbase escolheu o CCIP da Chainlink no ano passado como ponte única para cerca de 7 mil milhões de dólares em tokens wrapped. Duas das maiores exchanges licenciadas nos Estados Unidos ancoram agora a sua infraestrutura de ativos wrapped na mesma stack cross-chain, concentrando a força de atração do CCIP.
Impacto no mercado
A migração de mais de 3 mil milhões de dólares em TVL valida o posicionamento da Chainlink como infraestrutura cross-chain de grau institucional, precisamente no momento em que o ambiente pós-Kelp está a separar vencedores de vencidos na interoperabilidade. A Payward, empresa-mãe da Kraken, apresentou este mês um pedido de carta federal de fideicomisso, com o objetivo de se tornar um banco de cripto federally chartered — o que significa que o CCIP é cada vez mais a canalização das plataformas cripto reguladas nos EUA, e não apenas dos protocolos nativos de DeFi.
Perguntas frequentes
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Porque está a Kraken a substituir a LayerZero pelo Chainlink CCIP?
A Kraken está a migrar após o exploit de 292 milhões de dólares em abril numa ponte alimentada pela LayerZero, que drenou 116.500 rsETH do protocolo de liquid restaking Kelp. A LayerZero reconheceu publicamente que "cometeu um erro" ao deixar a sua própria rede de verificadores proteger ativos de elevado valor naquela…
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Quanto TVL migrou para fora da LayerZero desde o exploit da Kelp?
Cerca de 3 mil milhões de dólares em valor total bloqueado migraram de pontes baseadas na LayerZero para o Chainlink CCIP desde abril. A migração inclui Kraken, Kelp, Solv e Re, tendo a Coinbase transferido no ano passado cerca de 7 mil milhões de dólares em tokens wrapped para o CCIP.
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Quais ativos da Kraken serão ligados pelo Chainlink CCIP?
O CCIP torna-se o serviço cross-chain exclusivo para os ativos wrapped da Kraken, incluindo o kBTC, o token indexado 1:1 ao bitcoin da exchange com cerca de 260 milhões de dólares de capitalização. A migração abrange Ink, Ethereum, Unichain e Optimism, estando previstas mais cadeias.
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O que é a norma Cross-Chain Token que a Kraken vai usar?
O CCIP vai movimentar os ativos wrapped da Kraken sob a norma Cross-Chain Token, mantendo a Kraken a emissão e a custódia dos ativos. A norma define como os tokens wrapped são representados e transferidos entre cadeias.
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A Coinbase tomou uma decisão semelhante ao passar para o Chainlink CCIP?
Sim. A Coinbase escolheu o Chainlink CCIP no ano passado como ponte única para cerca de 7 mil milhões de dólares em tokens wrapped. A Kraken e a Coinbase — duas das maiores exchanges licenciadas nos EUA — ancoram agora a sua infraestrutura de ativos wrapped na mesma stack cross-chain.
CoinDesk