A MoneyGram tornou-se validadora na blockchain Solana, ajudando a processar transações e a proteger a rede proof-of-stake, à medida que a empresa de remessas aprofunda a sua aposta na infraestrutura de pagamentos com stablecoins. O movimento surge após o lançamento, em maio, da stablecoin MGUSD da MoneyGram na Stellar, através de uma parceria com a Bridge, propriedade da Stripe.
Como validadora, a MoneyGram terá um papel direto na confirmação de transações na Solana, um passo que vai além da simples utilização da rede. A empresa também aderiu à Solana Developer Platform, uma iniciativa que visa ajudar instituições a construir produtos financeiros na blockchain. O CEO Anthony Soohoo afirmou que a empresa está a apostar que "o futuro da circulação global de dinheiro será construído em rails de stablecoins abertas e interoperáveis, acessíveis a qualquer pessoa, em qualquer lugar."
Por que razão importa
A MoneyGram já não é apenas cliente das rails de blockchain. Ao operar infraestrutura de validação na Solana, a empresa assume responsabilidade operacional pela segurança da rede, um sinal mais forte de compromisso de longo prazo do que lançar uma aplicação ou aceitar USDC. O lugar de validadora junta-se a movimentos anteriores, incluindo a stablecoin MGUSD na Stellar e um recente papel de validadora-âncora na blockchain de pagamentos Tempo, apontando para uma estratégia multichain em vez de uma aposta numa única rede.
A lógica estratégica é que uma empresa de remessas que movimenta centenas de milhares de milhões em fluxos transfronteiriços anuais beneficia de estar dentro da infraestrutura em vez de apenas ligar-se a ela. Validadores obtêm yield de staking, ganham influência sobre atualizações da rede e sinalizam aos parceiros que a empresa é um participante permanente, e não um visitante.
Impacto no mercado
Para a Solana, ter uma das cinco maiores marcas globais de remessas como validadora acrescenta peso institucional numa altura em que as finanças tradicionais avaliam ativamente em que cadeias construir. Para a MoneyGram, o movimento alarga a sua presença em stablecoins, de um único ativo emitido na Stellar para um papel na segurança de uma rede de maior débito que acolhe grande parte da liquidez e dos volumes de pagamento em USDC.
Perguntas frequentes
-
Porque é que a MoneyGram se tornou validadora na Solana?
A MoneyGram afirmou que pretende assumir um papel ativo na infraestrutura de blockchain sobre a qual está a construir serviços de pagamento, em vez de se limitar a usar a rede. Operar uma validadora ajuda-a a processar transações e a proteger a rede proof-of-stake da Solana.
-
O que é a MGUSD e qual a relação com o movimento na Solana?
A MGUSD é a stablecoin da MoneyGram, lançada no início deste ano na blockchain Stellar através de uma parceria com a Bridge, detida pela Stripe. O novo papel de validadora na Solana surge em paralelo com a MGUSD e com um lugar separado de validadora-âncora na blockchain de pagamentos Tempo.
-
O que faz um validador na Solana?
Os validadores processam e confirmam transações na rede proof-of-stake da Solana, ajudando a proteger a cadeia e recebendo yield de staking em troca. Operar um validador dá ao operador influência sobre atualizações da rede e sinaliza um compromisso de longo prazo.
-
Porque está uma empresa de remessas a operar infraestrutura de blockchain?
A MoneyGram movimenta centenas de milhares de milhões em fluxos transfronteiriços anuais e aposta que as stablecoins se tornarão rails de pagamento centrais. Operar infraestrutura de validação posiciona a empresa dentro das redes, e não como cliente delas, dando-lhe mais controlo e um sinal mais forte aos parceiros.
-
Como encaixa o movimento na Solana na estratégia cripto mais ampla da MoneyGram?
A MoneyGram tem vindo a integrar blockchain em pagamentos e liquidação há anos, mas os papéis de validadora e de âncora marcam uma mudança de participante de consumo para participante de infraestrutura. A empresa está a distribuir-se entre Stellar, Solana e Tempo, em vez de se comprometer com uma única cadeia.
CoinDesk