A empreitada de mineração de Bitcoin da Tether no Uruguai custou cerca de $120 milhões em dois locais, de acordo com a estimativa de um ex-contratante. O colapso ocorreu ao longo de 2025, enquanto a subsidiária local da Tether, Microfin, e a empresa estatal UTE entraram em impasse sobre os termos de alocação de energia, com a UTE desconectando ambos os locais em 25 de julho e a Tether notificando as autoridades trabalhistas sobre demissões em massa até novembro. A Microfin liquidou a dívida pendente em dezembro.
Por que isso importa
O desmantelamento é agora diretamente relevante para o próximo projeto da Tether na América do Sul, um memorando de entendimento com a Adecoagro anunciado cinco meses após representantes da Adecoagro visitarem a instalação da Tether no Uruguai. O projeto piloto no Brasil utiliza cerca de 10 megawatts de energia renovável excedente que, de outra forma, seria vendida no mercado à vista, significativamente menor do que a cifra de 230 MW citada no anúncio, que na verdade se refere à capacidade de geração renovável mais ampla da Adecoagro, não à energia comprometida para a mineração de Bitcoin.
O episódio é um teste de estresse de uma suposição que a Tether abraçou publicamente ao lançar em 2023, de que a geração renovável e a confiabilidade da rede do Uruguai tornavam-no uma jurisdição ideal para a mineração de Bitcoin. Essa suposição se manteve em relação à geração. Colapsou em termos comerciais.
Impacto no mercado
A cifra de $120M é uma estimativa dos gastos do contratante, não uma perda confirmada que a Tether divulgou. É grande o suficiente, no entanto, para que o projeto no Brasil seja visto como a segunda tentativa da Tether na mesma tese com a mesma abordagem de energia renovável, mas com um compromisso muito menor. As divulgações não mostram que a Tether redesenhou o Brasil por causa do Uruguai, mas fazem do Brasil o próximo teste de se a estratégia de mineração regional do emissor pode sobreviver ao contato com os mercados de energia locais.
A lição para o setor mais amplo: a disponibilidade de energia renovável sozinha não garante uma operação de mineração viável. Termos claros de energia, capacidade confiável e economia sustentável provaram ser igualmente importantes no Uruguai, e serão no Brasil.
Perguntas frequentes
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Quanto a Tether gastou em seu projeto de mineração no Uruguai?
Um ex-contratante estimou que o gasto total foi de cerca de $120 milhões em dois locais no departamento de Florida, no Uruguai, cerca de $60 milhões em cada um. A cifra é uma estimativa de gastos, não uma perda confirmada que a Tether divulgou.
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Por que a empreitada de mineração da Tether no Uruguai colapsou?
A subsidiária local da Tether, Microfin, e a empresa estatal UTE entraram em impasse sobre os termos de alocação de eletricidade. A Microfin interpretou seu contrato como um mínimo que poderia ser expandido, enquanto a UTE tratou-o como um máximo. A disputa estava em andamento no final de 2024.
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Quando a UTE desconectou os locais de mineração da Tether no Uruguai?
A UTE desconectou ambos os locais em 25 de julho de 2025, após a Microfin ter parado de pagar as contas de energia em maio e notificado a UTE no mês seguinte que planejava rescindir os contratos sem nunca fechar termos revisados.
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Qual é o projeto de mineração de Bitcoin da Tether no Brasil?
A Tether assinou um memorando de entendimento com a Adecoagro para um projeto piloto que utiliza cerca de 10 megawatts de energia renovável excedente que, de outra forma, seria vendida no mercado à vista. Os 230 MW no anúncio referem-se à capacidade de geração renovável mais ampla da Adecoagro, não à energia…
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A Tether redesenhou o projeto no Brasil por causa do Uruguai?
As divulgações não mostram isso. No entanto, elas fazem do Brasil o próximo teste de se a estratégia de mineração regional da Tether pode sobreviver ao contato com os mercados de energia locais, após a disponibilidade renovável sozinha ter se mostrado insuficiente no Uruguai.