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Stablecoins batem taxas interbancárias em todo o Q2

Dados da Borderless.xyz mostram que escolher o canal mais barato poupa 2.330 dólares por cada 1 milhão movimentado, um factor de custo maior do que o próprio spread.

Os pagamentos transfronteiriços com stablecoins foram liquidados abaixo da taxa cambial interbancária em todos os meses do Q2, um limiar que os canais tradicionais raramente ultrapassam, segundo a empresa de infraestrutura de pagamentos Borderless.xyz.

A conclusão mais relevante está no encaminhamento. As empresas que ficaram presas a um único prestador de pagamentos, em vez de mudarem para o canal mais barato, pagaram mais 2.330 dólares por cada 1 milhão de dólares movimentado, acima do próprio spread. O encaminhamento, e não a margem cambial, é agora o principal factor de custo ainda por optimizar na liquidação transfronteiriça.

Porque é importante

Os dados de preços alimentam directamente a tese de adopção das stablecoins mais ouvida entre empresas e fintechs: custo, rapidez e disponibilidade 24/7 já superam a banca correspondente em muitos corredores. Se as stablecoins estão a liquidar de forma sistemática abaixo do FX interbancário ao longo de um trimestre inteiro, a justificação para encaminhar pagamentos via SWIFT nesses corredores fica materialmente mais estreita.

Impacto no mercado

Para emissores de stablecoins e redes focadas em pagamentos, os dados mostram para onde a margem está a migrar. O spread entre os canais de stablecoins e as taxas interbancárias já é suficientemente pequeno para que a próxima camada de concorrência passe pela qualidade de execução, pelo smart order routing entre vários canais de stablecoins e pelo preço das rampas de entrada e saída, em vez da comparação directa entre a taxa de stablecoins e a dos bancos. Vale a pena acompanhar as startups de pagamentos B2B a usarem a optimização do encaminhamento como porta de entrada.

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Perguntas frequentes

  1. O FX com stablecoins bateu as taxas interbancárias em todos os meses do Q2?

    Sim. Segundo a Borderless.xyz, os pagamentos transfronteiriços com stablecoins foram liquidados abaixo da taxa cambial interbancária em cada mês do Q2, um limiar que os canais tradicionais raramente cruzam.

  2. Quanto pode poupar a optimização do encaminhamento por cada 1 milhão de dólares movimentado?

    A Borderless.xyz diz que as empresas que ficaram num único prestador pagaram mais 2.330 dólares por cada 1 milhão de dólares movimentado do que as que encaminharam para o canal mais barato, acima do próprio spread cambial.

  3. Qual é o maior factor de custo ainda presente nos pagamentos transfronteiriços?

    Segundo a Borderless.xyz, o encaminhamento é agora maior do que o spread cambial. Escolher o canal mais barato em cada transacção poupa mais do que negociar um spread mais apertado com um único prestador.

  4. Porque é que isto importa para a adopção de stablecoins?

    Se as stablecoins liquidam sistematicamente abaixo do FX interbancário durante um trimestre inteiro, o argumento de custo para as usar nesses corredores reforça-se, e a justificação para encaminhar via SWIFT diminui.

  5. Para onde segue a concorrência nos pagamentos com stablecoins?

    Com o spread principal já muito comprimido, a concorrência desloca-se para a qualidade de execução, o smart order routing entre vários canais de stablecoins e o preço das rampas de entrada e saída, as camadas abaixo da comparação stablecoin-vs-bank.

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