Numa entrevista a Tim Ferriss a 12 de março de 2021, o fundador da Ethereum, Vitalik Buterin, ofereceu uma descrição em uma linha da rede: uma "blockchain de uso geral", ou, de forma mais concreta, uma "folha de cálculo com macros". A metáfora funciona porque isola aquilo que a Ethereum acrescenta por cima do Bitcoin. Uma folha de cálculo do Bitcoin é estática — os utilizadores controlam células específicas e nada mais. Uma folha de cálculo da Ethereum tem macros: contas que executam código e interagem de forma autónoma sob regras pré-programadas.
Porque é relevante
A formulação das "macros" é a articulação mais clara da razão pela qual a Ethereum lançou smart contracts. Quando uma aplicação é implementada, deixa de depender do seu criador ou de qualquer responsável individual para continuar a funcionar. O contrato executa-se pelo seu código, não pela boa vontade continuada de ninguém. Essa propriedade — neutralidade credível na camada de aplicação — é o que torna possível a DeFi, os NFTs e a governança on-chain de uma forma que o modelo UTXO do Bitcoin não foi desenhado para suportar.
Impacto no mercado
A entrevista em si tem cinco anos, mas a formulação continua a fazer trabalho pesado quando os rollups de L2, a abstração de contas e as arquiteturas baseadas em intenção estão a estender exatamente essa tese: o código, não os intermediários, é dono do resultado. A frase "folha de cálculo com macros" tende a ressurgir sempre que o mercado precisa de ser lembrado de que a proposta de valor da Ethereum é a programabilidade da propriedade, e não apenas a solidez do dinheiro.
Perguntas frequentes
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O que quis dizer Vitalik Buterin ao chamar à Ethereum uma folha de cálculo com macros?
Numa entrevista a Tim Ferriss a 12 de março de 2021, Vitalik Buterin disse que o Bitcoin é como uma folha de cálculo estática em que os utilizadores só controlam células específicas, enquanto a Ethereum é uma folha de cálculo com macros — contas que podem executar código e interagir de forma autónoma com base em…
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Como é que a metáfora da folha de cálculo explica os smart contracts?
A metáfora isola aquilo que a Ethereum acrescenta por cima do Bitcoin. A ledger do Bitcoin é estática; as contas da Ethereum podem correr código que se executa de forma autónoma, pelo que uma aplicação implementada deixa de depender do seu criador ou de qualquer responsável individual para continuar a funcionar.
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Porque é que Vitalik sublinha que as aplicações implementadas funcionam sem os seus criadores?
Ele enquadra isso como autonomia na camada de aplicação — uma vez implementado, um smart contract executa-se estritamente pelas suas regras, sem interferência de qualquer indivíduo, sendo esta a propriedade que torna viáveis a DeFi, os NFTs e a governança on-chain.
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Esta é uma nova declaração de Vitalik Buterin?
Não. A entrevista foi para o ar a 12 de março de 2021. A formulação ressurge periodicamente porque é uma das descrições mais claras, em linguagem simples, da razão pela qual a Ethereum lançou smart contracts desde o início.
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Porque é que a frase da folha de cálculo com macros ainda é relevante hoje?
Capta a proposta de valor central da Ethereum — a programabilidade da propriedade em vez de apenas a solidez do dinheiro — e continua a descrever aquilo que os rollups de L2, a abstração de contas e as arquiteturas baseadas em intenção estão a estender por toda a rede.