Os clientes da Binance na União Europeia podem perder o acesso à plataforma já no final do mês, depois de a candidatura da exchange a uma licença regulatória na Grécia dever ser recusada, noticiou a Reuters na terça-feira, citando duas fontes familiarizadas com o assunto. A maior exchange de criptomoedas do mundo por volume tem vindo a procurar autorização ao abrigo do regime dos Mercados em Criptoativos (MiCA) da UE, que exige que as empresas de cripto detenham uma licença em qualquer Estado-membro para continuarem a servir clientes em todo o bloco. Uma fase de transição de um ano para operadores legados expira a 1 de julho, após o que qualquer empresa que sirva clientes da UE sem a devida autorização estará em violação do direito da UE.
Por que razão é importante
A candidatura na Grécia era o último caminho realista da Binance para obter um passaporte MiCA, depois de os reguladores na Alemanha, nos Países Baixos e no Reino Unido terem afastado a exchange ao longo dos últimos dois anos. A Hellenic Capital Market Commission grega parece pronta a rejeitar o pedido, o que deixaria a Binance sem qualquer via conforme para servir clientes de retalho na UE antes do prazo de julho. Em abril, a ESMA alertou que as empresas que servissem clientes da UE sem a licença adequada após julho estariam em violação do direito da UE e deveriam preparar-se para encerrar operações ou migrar os seus clientes. Um porta-voz da Binance afirmou que a empresa acredita ter cumprido os requisitos MiCA e não recebeu qualquer indicação de que a candidatura seria rejeitada; o CEO Richard Teng reiterou no X que a Binance está "dedicada a obter uma licença MiCA e a operar sob um quadro regulatório claro, justo e harmonizado".
Impacto no mercado
A recusa, se confirmada, obrigaria a Binance a migrar ou desfazer posições na UE em grande escala durante uma janela de verão de baixa liquidez — precisamente o tipo de processo desordenado que a ESMA sinalizou em abril. A exchange passou os últimos anos a reconstruir a sua postura regulatória após um acordo de 4,3 mil milhões de dólares nos EUA em 2023 por falhas em matéria de combate ao branqueamento de capitais e uma pena de prisão de quatro meses para o antigo CEO Changpeng Zhao, que foi posteriormente perdoado pelo Presidente Trump. Exchanges rivais que obtiveram autorização MiCA há meses — Coinbase, Kraken e várias plataformas de origem europeia — estão posicionadas para absorver esse fluxo.
Perguntas frequentes
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Porque é que a Binance perderia o acesso aos clientes da UE em julho?
O regime MiCA da UE exige que as empresas de cripto detenham licença em pelo menos um Estado-membro para servir clientes em todo o bloco. A candidatura da Binance à Hellenic Capital Market Commission grega deverá ser recusada, e o período de transição de um ano para operadores legados expira a 1 de julho.
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Que alerta dirigiu a ESMA às empresas de cripto em abril?
A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados alertou que qualquer empresa que servisse clientes da UE sem a devida autorização MiCA após julho estaria em violação do direito da UE e deveria preparar-se para encerrar operações ou migrar os seus clientes para plataformas conformes.
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Como reagiu a Binance à notícia de uma recusa grega?
Um porta-voz da Binance afirmou que a empresa acredita ter cumprido os requisitos MiCA e não recebeu qualquer indicação de que a candidatura seria rejeitada. O CEO Richard Teng reiterou no X que a Binance está dedicada a obter uma licença MiCA e a operar sob um quadro claro, justo e harmonizado.
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Que exchanges poderiam absorver os clientes da Binance na UE em caso de interrupção do serviço?
A Coinbase, a Kraken e várias plataformas de origem europeia obtiveram autorização MiCA há meses. Essas venues estão posicionadas para absorver o fluxo de retalho e institucional que a Binance teria de migrar para fora da jurisdição da UE.
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Qual é o historial regulatório da Binance por trás do impulso MiCA?
A Binance passou os últimos anos a reconstruir relações com reguladores globais após um acordo de 4,3 mil milhões de dólares nos EUA em 2023 por falhas em matéria de combate ao branqueamento de capitais e uma pena de prisão de quatro meses para o antigo CEO Changpeng Zhao, que foi posteriormente perdoado pelo…
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