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Trace Finance angaria 32 milhões em Série A liderada pela CoinFund

O aumento de 10x na avaliação da ronda seed para a Série A sinaliza que o capital institucional está a tratar as infraestruturas de pagamento em stablecoin como uma categoria distinta, e não como uma adjacência ao DeFi.

A empresa brasileira de infraestrutura de pagamentos com stablecoins Trace Finance fechou uma Série A de 32 milhões de dólares liderada pela CoinFund, com a participação de Coinbase Ventures, Haun Ventures, Jump Capital, Paxos, Chainlink Labs e HOF Capital. Entre os investidores anjos estiveram o cofundador da Circle Sean Neville, o cofundador da Solana Labs Anatoly Yakovenko, o CEO da Mesh Bam Azizi e o parceiro do Itaú Unibanco Ricardo Villela Marino. O parceiro da CoinFund Einar Braathen integrou o conselho de administração como parte do acordo. O CEO Bernardo Brites afirmou que a ronda — aberta no final do verão passado e fechada em dezembro — avalia a Trace em cerca de 10 vezes a sua ronda seed de 2022, quando a empresa angariou 4,3 milhões de dólares. O quadro de pessoal quase duplicou em 2026, passando de 25 para 48 colaboradores.

Por que importa

A Trace posiciona-se numa categoria de infraestrutura de stablecoins que se tornou silenciosamente o canto mais caro do M&A em cripto neste ciclo. A Stripe adquiriu a Bridge por cerca de 1,1 mil milhões de dólares no ano passado, e a Mastercard acordou comprar a BVNK por até 1,8 mil milhões — ambos os negócios a avaliar rails regulados e wrappers de conformidade a múltiplos próprios de venture capital. O GENIUS Act, assinado em julho, atribuiu aos emissores norte-americanos um enquadramento federal, e o capital foi rodado a jusante para as empresas que se situam entre a stablecoin e a conta bancária local. A Trace já processou mais de 10 mil milhões de dólares em volume institucional transfronteiriço até à data e assume-se como o principal fornecedor de infraestrutura para os quatro maiores processadores de pagamento globais a operar na América Latina, incluindo a dLocal.

Impacto no mercado

Brites formulou a tese de produto de forma direta: "Stablecoins por si só não resolvem os pagamentos transfronteiriços. Stablecoins mais infraestrutura bancária local regulada resolvem." A Trace opera sob licenças norte-americanas e brasileiras, além de acordos com bancos parceiros no México, Colômbia, Europa e Ásia, e planeia adicionar Singapura, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul e Sudeste Asiático. A recente classificação brasileira dos fluxos transfronteiriços de ativos virtuais como operações cambiais canaliza o volume institucional para fornecedores regulados de nível bancário — exatamente a camada que a Trace vende.

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Perguntas frequentes

  1. O que faz a Trace Finance?

    A Trace Finance é uma empresa brasileira de infraestrutura de pagamentos com stablecoins que combina rails bancários locais, FX, conformidade e liquidação em stablecoins para fluxos institucionais transfronteiriços. Opera sob licenças norte-americanas e brasileiras e através de bancos parceiros no México, Colômbia,…

  2. Quem liderou a Série A de 32 milhões de dólares da Trace Finance?

    A CoinFund liderou a ronda, com a participação de Coinbase Ventures, Haun Ventures, Jump Capital, Paxos, Chainlink Labs e HOF Capital. Entre os investidores anjos estiveram o cofundador da Circle Sean Neville, o cofundador da Solana Labs Anatoly Yakovenko, o CEO da Mesh Bam Azizi e o parceiro do Itaú Unibanco Ricardo…

  3. Que volume já processou a Trace Finance?

    A Trace afirma ter processado mais de 10 mil milhões de dólares em volume institucional transfronteiriço até à data, e ser o principal fornecedor de infraestrutura para os quatro maiores processadores de pagamento globais a operar na América Latina, incluindo a dLocal.

  4. Porque é que a infraestrutura de stablecoins está a atrair tanto capital de VC neste momento?

    A Stripe adquiriu a plataforma de stablecoins Bridge por cerca de 1,1 mil milhões de dólares no ano passado, e a Mastercard acordou comprar a BVNK por até 1,8 mil milhões. Os negócios avaliam rails regulados e wrappers de conformidade — a camada entre as stablecoins e as contas bancárias tradicionais — a múltiplos…

  5. Para onde planeia a Trace Finance expandir-se a seguir?

    O CEO Bernardo Brites afirmou que a Trace vai expandir-se pelo México, Colômbia e Argentina antes de adicionar Singapura, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul e Sudeste Asiático. A empresa planeia também obter licenças adicionais em Singapura, nos EUA e na APAC.

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