A exchange de criptoativos Backpack US nomeou o ex-presidente interino da U.S. Securities and Exchange Commission, Michael S. Piwowar, para o seu conselho de administração, juntando-o ao presidente da Backpack US, Mark Wetjen — também ele ex-comissário e presidente interino da CFTC — enquanto a empresa avança para contratos de futuros perpétuos regulados nos EUA.
A nomeação surge uma semana depois de a CFTC ter autorizado a Kalshi a oferecer o primeiro contrato de futuros perpétuos de bitcoin regulado numa plataforma norte-americana, uma decisão que a equipa da Backpack enquadrou como uma abertura estrutural. Piwowar, comissário da SEC entre 2013 e 2018, que exerceu brevemente o cargo de presidente interino em 2017 durante o primeiro mandato do Presidente Donald Trump, afirmou numa declaração que o mercado norte-americano de ativos digitais está a "entrar numa nova fase", definida por um "crescente impulso rumo à clareza regulatória e a uma infraestrutura de mercado duradoura". A Backpack oferece atualmente perpétuos regulados na UE e já sinalizou a intenção de levar o produto para os EUA, em paralelo com uma plataforma de negociação de ações recentemente apresentada, que combina ações tradicionais e tokenizadas.
Por que razão importa
Dois antigos altos reguladores do mercado dos EUA na mesma liderança executiva é incomum fora das maiores instituições bancárias incumbentes, e é precisamente o tipo de credenciação que se transmite bem junto da SEC e da CFTC durante processos de licenciamento. O passado de Wetjen na CFTC dá à empresa uma linha direta para o eixo político dos perpétuos; Piwowar cobre o lado da SEC, onde cairão as questões relativas às ações tokenizadas e a qualquer classificação de valores mobiliários sobre os produtos da Backpack. A Backpack também sinalizou planos para entrar em bolsa — incluindo uma tesouraria pós-IPO proposta, respaldada por 37,5% do seu fornecimento de mil milhões de tokens de exchange, e um modelo de staking ligado ao capital social que oferece aos stakers 20% do capital corporativo — o que significa que a postura regulatória está a ser construída desde o primeiro dia com os investidores do mercado público em mente.
Impacto no mercado
A aprovação da Kalshi pela CFTC é o catalisador político: formaliza um percurso regulado nos EUA para os perpétuos de bitcoin, que até recentemente existiam quase exclusivamente no offshore. O livro de perpétuos da Backpack na UE dá-lhe músculo operacional para importar; o novo conselho dá-lhe o acesso a Washington para defender que o produto pertence ao mercado interno.
Perguntas frequentes
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Quem é Michael Piwowar e por que razão é relevante a sua nomeação?
Piwowar foi comissário da SEC de 2013 a 2018 e exerceu brevemente o cargo de presidente interino da SEC em 2017, durante o primeiro mandato de Trump. A sua entrada no conselho da Backpack US acrescenta credibilidade regulatória direta do lado da SEC, enquanto a empresa persegue uma licença de perpétuos nos EUA.
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Qual é o percurso regulatório de Mark Wetjen?
Wetjen, presidente da Backpack US, foi anteriormente comissário e presidente interino da CFTC. Em conjunto com Piwowar, a Backpack conta agora com antigos líderes dos dois principais reguladores de mercado dos EUA nos seus quadros superiores.
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O que desencadeou a aposta da Backpack nos perpétuos nos EUA neste momento?
A recente aprovação da Kalshi pela CFTC para oferecer o primeiro contrato de futuros perpétuos de bitcoin regulado numa plataforma norte-americana abriu a porta política. A Backpack já opera perps regulados na UE e está a posicionar-se para trazer o produto para o mercado interno.
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Como é que a Backpack financia a sua expansão?
A Backpack angariou 17 milhões de dólares numa Série A em 2024, liderada pela Placeholder VC, com a participação de Robot Ventures, Wintermute e Selini. A empresa também sinalizou planos para entrar em bolsa, incluindo uma tesouraria pós-IPO respaldada por 37,5% do seu fornecimento de mil milhões de tokens.
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Qual é a estratégia de produto mais ampla da Backpack para além dos perps?
A Backpack apresentou recentemente uma plataforma de negociação de ações nos EUA que combina ações tradicionais e tokenizadas. A empresa também propôs um modelo de staking ligado ao capital social que recompensaria os stakers com 20% do capital corporativo pós-IPO.
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