Numa entrevista à Binance em 28 de setembro de 2026, Michael Saylor, presidente executivo da Strategy, defendeu que a inteligência artificial tornará os bens comuns mais baratos, ao mesmo tempo que aumentará o prémio dos ativos escassos. Comparou o CPI, de cerca de 3%, com o custo dos ativos escassos, que, segundo afirmou, subiu 15% ao ano durante seis anos, usando o S&P 500 como referência.
Porque é importante
O argumento de Saylor é que as máquinas podem limpar, conduzir e cozinhar, mas não conseguem criar mais terrenos de frente para o mar em Palm Beach, outro Picasso ou mais Bitcoin. À medida que a automação aumenta a oferta em algumas áreas da economia, os ativos com oferta fixa podem tornar-se reservas de riqueza mais importantes, segundo o seu enquadramento.
Impacto no mercado
A tese reforça o argumento a favor da acumulação de Bitcoin enquanto ativo escasso, em vez de o tratar apenas como uma aposta tecnológica. Também relaciona o interesse institucional pelo Bitcoin com uma divisão mais ampla entre a descida dos custos de produção e o aumento da procura por ativos cuja oferta não pode ser expandida.
Perguntas frequentes
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Que contraste entre inflações destacou Michael Saylor?
Saylor comparou o CPI, de cerca de 3%, com o custo dos ativos escassos, que, segundo afirmou, subiu 15% ao ano durante seis anos.
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Porque relaciona Saylor a IA com os ativos escassos?
O seu argumento é que a IA pode tornar muitos bens e serviços comuns mais baratos, mas não consegue aumentar a oferta de ativos como imóveis junto à praia, arte ou Bitcoin.
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Que ativos usou Saylor para explicar a escassez?
Referiu terrenos de frente para o mar em Palm Beach, pinturas de Picasso e Bitcoin como exemplos de ativos cuja oferta não pode ser facilmente aumentada.
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Como enquadra Saylor o papel do Bitcoin enquanto investimento?
Enquadra o Bitcoin como um ativo com oferta fixa e uma potencial reserva de riqueza, ao lado de imóveis escassos e arte.
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Que divisão económica mais ampla descreve a tese?
Descreve uma divisão entre a descida dos custos de produção de alguns bens, à medida que a automação avança, e o aumento da procura por ativos cuja oferta não pode ser expandida.