A Keel Infrastructure — a antiga mineradora de bitcoin Bitfarms, agora com nova marca — reportou um prejuízo líquido de 145 milhões de dólares no 1.º trimestre de 2026, com as receitas a recuar 23% face ao período homólogo, para 37 milhões de dólares, enquanto a empresa atravessa a transição da mineração de BTC para a infraestrutura de IA.
Porquê é relevante
O prejuízo surge num trimestre em que a Bitfarms abandona a identidade de mineradora para adotar a marca Keel, reorientando de forma explícita o seu portfólio de energia e de locais para computação de alta densidade destinada a cargas de trabalho de IA. Uma compressão de receitas desta magnitude é o custo esperado dessa viragem: os equipamentos de mineração são desativados ou vendidos, os contratos de poder de hash desfazem-se, e o novo pipeline de IA ainda não gera receitas em escala. O valor de 145 milhões de dólares incorpora tanto o peso operacional como prováveis imparidades ligadas à frota de mineração legada.
Impacto no mercado
A empresa terminou o trimestre com 533 milhões de dólares de liquidez total, valor que considera suficiente para financiar a construção da infraestrutura na América do Norte — a linha que verdadeiramente interessa aos investidores não é o prejuízo em si, mas sim se os contratos com clientes de IA se materializam no calendário que a gestão tem vindo a indicar. As congéneres da mineração de bitcoin que fazem pivôs semelhantes (Hive, Core Scientific, TeraWulf) seguem o mesmo manual, pelo que a execução da Keel será lida como um indicador para o setor. Acompanhem-se os marcos de implementação de GPUs e quaisquer atualizações de contratos de compra de energia nos próximos trimestres.
A Keel Infrastructure estava anteriormente cotada na Nasdaq e em Toronto como Bitfarms, antes de concluir a mudança de marca no início de 2026.
Perguntas frequentes
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Porque é que a Bitfarms mudou de marca para Keel Infrastructure?
A mudança de marca reflete a viragem estratégica da empresa, que se afasta da mineração de bitcoin em direção à infraestrutura de IA e de computação de alta densidade, com o nome e a identidade Keel a substituírem a Bitfarms nas suas cotações na Nasdaq e em Toronto em 2026.
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Qual foi a receita da Keel Infrastructure no 1.º trimestre de 2026?
A receita do 1.º trimestre de 2026 fixou-se em 37 milhões de dólares, uma queda de 23% em termos homólogos, à medida que as operações legadas de mineração foram sendo desativadas durante a transição para a IA.
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Que liquidez tem a Keel Infrastructure?
A empresa reportou 533 milhões de dólares de liquidez total no final do trimestre, valor que considera suficiente para financiar a construção da infraestrutura de IA na América do Norte.
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Que outras mineradoras de bitcoin estão a fazer a transição para a IA?
Várias congéneres do setor — incluindo Hive, Core Scientific e TeraWulf — estão a fazer pivôs semelhantes, do poder de hash para a computação de alta densidade para IA, o que torna a execução da Keel um indicador para o setor no seu conjunto.
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O que devem os investidores acompanhar a seguir na Keel?
Os sinais-chave são os marcos de implementação de GPUs, anúncios de contratos com clientes de IA e atualizações aos contratos de compra de energia à medida que a nova infraestrutura avança ao longo de 2026.
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