O Bank of America espera que a Reserva Federal suba as taxas de juro três vezes em 2026, afastando-se de forma acentuada do atual ciclo de flexibilização que os mercados têm vindo a descontar desde finais de 2025. A projeção enquadra 2026 como um ano de inversão de política e não de continuação da acomodação, com o impacto acumulado das três subidas a obrigar a uma revisão da extremidade curta da curva.
Por que razão é relevante
A perspetiva do BoA contraria o consenso e o dot plot que a Fed publicou na mais recente Síntese de Projeções Económicas, que apontava para cortes graduais ao longo de 2026. Uma viragem para três subidas pressupõe uma re-aceleração da inflação ou que a robustez do mercado de trabalho force a Fed a travar uma economia em sobreaquecimento. De uma forma ou de outra, a trajetória de taxas atualmente incorporada nos mercados teria de ser profundamente repensada.
Impacto nos mercados
Três subidas adicionais apertariam as condições financeiras de forma transversal. As criptomoedas e as ações de crescimento, que se reavaliaram com base no pressuposto de apoio contínuo de liquidez, enfrentam o ajustamento mais acentuado. Os setores sensíveis às taxas, o imobiliário e as small caps também suportariam o peso principal, enquanto o dólar norte-americano e as obrigações de curta duração beneficiariam. Os ETFs de BTC e ETH spot, que têm sustentado grande parte da tese de fluxos institucionais com base numa Fed dovish, veriam essa procura testada caso a projeção do BoA se revele direcionalmente correta.
Perguntas frequentes
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O que é que o mercado está atualmente a descontar para a política da Fed em 2026?
Os mercados estão a descontar acomodação contínua ao longo de 2026, com cortes graduais incorporados na extremidade curta da curva. A projeção do BoA de três subidas representa um afastamento acentuado dessa base e exigiria uma revisão significativa se direcionalmente correta.