A Citi revelou esta quinta-feira os Digital Depositary Receipts, um produto baseado em blockchain que permite a investidores wealthy e institucionais obter exposição a ações de empresas privadas através de títulos emitidos e detidos pelo banco. A estrutura adapta o recibo de depósito tradicional — um título emitido por um banco que confere ao investidor exposição económica a uma ação subjacente — e regista os instrumentos em infraestrutura blockchain operada pelo operador de mercado suíço SIX, com a Citi a atuar como emitente e custodiante. A transação de estreia envolveu a Kaleido, uma empresa de ativos digitais e tokenização apoiada pela Citi Ventures e pelos clientes de wealth management do banco.
Porquê é relevante
O lançamento surge num contexto de empresas em rápido crescimento que se mantêm privadas durante mais tempo, deixando os investidores com menos pontos de entrada no mercado público precisamente no momento em que a procura por exposição ao mercado privado disparou. Ao colocar o recibo de depósito em rails blockchain em vez de sobrepor mais um veículo de finalidade especial, a Citi está a comprimir a cadeia de intermediários que historicamente tornou o private equity caro e opaco. Um porta-voz da Citi enquadrou o movimento como parte do esforço mais amplo do banco "para expandir o acesso responsável aos mercados de ativos digitais". Esta formulação é importante: o produto é reservado a clientes wealthy e institucionais, não às experiências de tokenização retail que têm dominado a narrativa onchain até à data.
Impacto no mercado
O instrumento é uma peça de uma construção de tokenização mais alargada em Wall Street. No início deste mês, a Citi juntou-se a vários dos maiores bancos norte-americanos para anunciar planos de desenvolvimento de uma rede partilhada de depósitos tokenizados através do The Clearing House, apontando para um lançamento em meados de 2027 que converteria depósitos bancários tradicionais em tokens baseados em blockchain, mantendo os fundos dentro do perímetro bancário regulado. Por agora, os Digital Depositary Receipts liquidam na infraestrutura da SIX, mas a Citi afirmou que a oferta se expandirá para redes blockchain públicas à medida que o rail de depósitos partilhado amadurece — uma escolha de sequenciamento que mantém o lançamento em infraestrutura permissionada, deixando em aberto uma distribuição onchain mais ampla no futuro.
Perguntas frequentes
-
O que são os Digital Depositary Receipts da Citi?
Os Digital Depositary Receipts são títulos baseados em blockchain, emitidos e detidos pela Citi, que conferem a investidores wealthy e institucionais exposição económica a ações de empresas privadas, adaptando o modelo tradicional de recibo de depósito e registando os instrumentos em infraestrutura operada pelo…
-
Que empresa privada esteve envolvida na transação de estreia?
A transação de estreia envolveu a Kaleido, uma empresa de ativos digitais e tokenização apoiada pela Citi Ventures e por investidores do negócio de wealth management da Citi.
-
Que papel desempenha a Citi no novo produto?
A Citi atua como emitente e custodiante dos Digital Depositary Receipts, o que significa que os investidores detêm o recibo de depósito e não as ações privadas subjacentes de forma direta.
-
Como se liga isto aos planos mais amplos de tokenização da Citi?
O produto integra um esforço mais alargado de Wall Street para levar ativos financeiros tradicionais para onchain. No início deste mês, a Citi juntou-se a vários dos maiores bancos norte-americanos para anunciar planos de desenvolvimento de uma rede partilhada de depósitos tokenizados através do The Clearing House,…
-
O produto funcionará em redes blockchain públicas?
A Citi afirmou que a oferta se expandirá ao longo do tempo e acabará por suportar redes blockchain públicas, permitindo potencialmente a um leque mais amplo de investidores e instituições participar, à medida que os bancos desenvolvem redes partilhadas de depósitos tokenizados.
CoinDesk