O presidente executivo da CME Group, Terrence Duffy, afirmou que a gigante dos derivados planeia processar a Commodity Futures Trading Commission dos EUA pela recente aprovação do produto de contratos perpétuos da Kalshi, argumentando que os contratos não correspondem à definição de futuro da Lei Dodd-Frank e deveriam ter sido classificados como swaps.
Duffy disse à CNBC na quarta-feira que, ao abrigo da Dodd-Frank, quando duas partes trocam pagamentos entre si, o instrumento é considerado um swap — e o produto da Kalshi, na sua leitura, encaixa nessa definição. Foi mais longe, dizendo acreditar que a CFTC está "até certo ponto" a deturpar determinados factos, e apontou para a recente publicação da agência sobre negociação 24/7, que descreveu como uma regra, mas que Duffy diz não ter sido uma regra. "Acho que há muitos problemas", afirmou.
Duffy, que se vai retirar no próximo ano, disse que a CME precisaria "primeiro perceber quais são as regras do jogo" antes de listar os seus próprios contratos perpétuos, e que essas regras não estão, de momento, "muito claras".
Por que motivo é relevante
A batalha jurídica não é verdadeiramente sobre a Kalshi. É sobre a definição de categorias: se um contrato de futuros perpétuos com pagamentos bilaterais é um "swap", fica sujeito a um regime regulatório diferente do de um contrato de futuros, com requisitos de participantes e regras de reporte distintos. A CME, a maior bolsa de derivados dos EUA, tem sido historicamente a sede de registo dos contratos de futuros sobre criptoativos regulados — e uma ação bem-sucedida obrigaria a CFTC a rever não só a linha de produtos da Kalshi, mas o modelo mais amplo que outras plataformas estão a tentar replicar.
A acusação de Duffy de que a agência deturpou o estatuto da sua publicação sobre a negociação 24/7 acrescenta uma camada processual: sugere que a equipa jurídica da CME pode construir o caso em torno do processo, além da substância.
Impacto no mercado
A queixa chega a um mercado que já está a arrefecer. Os volumes agregados de negociação de contratos perpétuos caíram 3,45% em maio, para $4.41 biliões — o valor mensal mais baixo desde setembro de 2024. Dentro desse número agregado, os contratos perpétuos sobre ativos do mundo real contrariaram a tendência, subindo 10,4% para um novo máximo histórico.
Perguntas frequentes
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Porque é que a CME vai processar a CFTC pela aprovação dos contratos perpétuos da Kalshi?
O CEO da CME, Terrence Duffy, argumenta que o produto de contratos perpétuos da Kalshi não corresponde à definição de futuro da Lei Dodd-Frank, porque envolve duas partes a trocar pagamentos, o que, segundo ele, o torna um swap — uma categoria com requisitos regulatórios diferentes dos contratos de futuros.
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Qual é o argumento jurídico de que os perpétuos da Kalshi são swaps e não futuros?
Ao abrigo da Dodd-Frank, os instrumentos em que duas partes trocam pagamentos são definidos como swaps. Duffy diz que o produto da Kalshi se enquadra nessa definição, o que o sujeitaria a um regime regulatório diferente, com requisitos de participantes distintos dos de um contrato de futuros.
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Duffy acusou a CFTC de deturpar factos?
Sim. Duffy disse à CNBC que acredita que a agência está "até certo ponto" a deturpar determinados factos, e apontou especificamente para a recente publicação da CFTC sobre a negociação 24/7, que a agência descreveu como uma regra, mas que Duffy afirma não ter sido uma regra.
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A CME vai lançar os seus próprios contratos de futuros perpétuos?
Ainda não. Duffy disse que a CME precisaria "primeiro perceber quais são as regras do jogo" antes de considerar a listagem de perpétuos, e que essas regras não estão, de momento, "muito claras".
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O que aconteceu recentemente aos volumes de futuros perpétuos?
Os volumes agregados de futuros perpétuos em bolsa caíram 3,45% em maio, para $4.41 biliões, o valor mensal mais baixo desde setembro de 2024. Os volumes de futuros perpétuos sobre ativos do mundo real subiram 10,4% no mesmo período, para um novo máximo histórico.
CoinDesk