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CoinEx processou 3,8 mil milhões em cripto ligado ao Irão

O total equivale sensivelmente a todo o volume de negociação da CoinEx em 2023, e a presença do IRGC e de contrapartes russas sancionadas na lista de contrapartes transforma esta história de conformidade numa história de sanções.

A CoinEx processou mais de 3,84 mil milhões de dólares em fluxos de cripto ligados a entidades iranianas, incluindo o banco central do Irão, segundo uma investigação da TRM Labs. A exchange é descrita como um ponto de entrada e de saída fundamental para utilizadores iranianos, funcionando na prática como uma porta de entrada cripto para os mercados globais.

Por que razão isto é relevante

A lista de contrapartes é o que torna este relatório uma história ao nível das sanções, e não uma falha de conformidade rotineira. A TRM afirma que a CoinEx interagiu com o Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC), uma organização designada como terrorista pelos Estados Unidos, bem como com entidades russas sancionadas. Para contrapartes ocidentais, bancos e emitentes de stablecoins, qualquer exposição direta ou indireta à CoinEx acarreta agora um potencial risco de sanções secundárias.

Impacto no mercado

O valor de 3,84 mil milhões de dólares equivale sensivelmente a todo o volume de negociação reportado pela CoinEx em 2023, razão pela qual a TRM apresenta a exchange como central nos corredores cripto do Irão, e não como uma plataforma passiva. É expectável pressão sobre a CoinEx para congelar carteiras identificadas, possíveis exclusões de agregadores de análise on-chain e um renovado escrutínio sobre exchanges que continuam a servir jurisdições de elevado risco. O relatório surge também numa altura em que os reguladores globais estão a apertar a fiscalização contra redes de evasão que utilizam canais cripto para contornar os controlos bancários tradicionais.

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Perguntas frequentes

  1. Do que acusou a TRM Labs a CoinEx?

    A TRM Labs alegou que a CoinEx processou mais de 3,84 mil milhões de dólares em fluxos de cripto ligados a entidades iranianas, incluindo o banco central do Irão, e que interagiu com o IRGC e com entidades russas sancionadas.

  2. Porque é que o relatório sobre a CoinEx é uma questão de sanções e não apenas de conformidade?

    Porque a lista de contrapartes inclui o IRGC, uma organização designada como terrorista pelos EUA, e entidades russas sancionadas, expondo bancos ocidentais, emitentes de stablecoins e plataformas parceiras a um potencial risco de sanções secundárias.

  3. Qual é a relevância do valor de 3,84 mil milhões de dólares?

    Equivale sensivelmente a todo o volume de negociação reportado pela CoinEx em 2023, razão pela qual a TRM apresenta a exchange como central nos corredores cripto do Irão, e não como uma plataforma passiva.

  4. O que é provável que aconteça à CoinEx após o relatório?

    É expectável pressão para congelar carteiras identificadas, possíveis exclusões de agregadores de análise on-chain e um escrutínio regulatório acrescido sobre exchanges que continuam a servir jurisdições de elevado risco.

  5. Em que tendência mais ampla se enquadra este relatório?

    Surge numa altura em que os reguladores globais estão a apertar a fiscalização contra redes de evasão que usam canais cripto para contornar os controlos bancários tradicionais, colocando numa lista visível qualquer exchange que sirva fluxos iranianos em 2026.

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