Um analista de criptomoedas amplamente seguido defende que o mercado em alta que os detentores de criptomoedas aguardavam nunca começou realmente em 2024 e que a verdadeira fase de expansão está agora a começar, à medida que o ciclo económico sai de uma fase de contração de duração recorde. A tese assenta num único gráfico: a capitalização total do mercado cripto face ao S&P 500, que tem negociado lateralmente nos últimos cinco a seis anos sem nunca recuperar o máximo relativo de 2021. O Bitcoin voltou a negociar acima de $80,000, mas enfrenta uma resistência clara no gráfico diário, e o analista assinala o intervalo entre $70,000 e $75,000 como uma provável zona de consolidação no curto prazo.
Porque é importante
Esta leitura rejeita por completo a popular tese do ciclo de halving de quatro anos, substituindo-a por uma análise macroeconómica, centrada no ciclo económico e ancorada no PMI. O PMI industrial acabou de superar 55 pela primeira vez em anos, um nível que historicamente assinalou o início de fases de expansão dos ativos de risco. O analista nota que, em todos os ciclos anteriores, as criptomoedas foram a última peça do dominó a cair, ficando atrás dos mínimos do rácio cobre-ouro, das ações em geral e do Russell 2000. Esse desfasamento significa que até uma expansão confirmada pode levar vários trimestres a traduzir-se numa rutura relativa sustentada no gráfico da capitalização total do mercado cripto face às ações.
Impacto no mercado
A evolução de curto prazo é mista. O gráfico diário do Bitcoin mostra máximos e mínimos ascendentes dentro do canal atual, mas o RSI diário está a sinalizar uma divergência baixista em níveis vistos pela última vez no final de 2024, deixando espaço para uma correção até à zona entre $70,000 e $75,000 e um novo teste das médias móveis de 20 e 200 dias. O Ethereum encontra-se num intervalo de acumulação de cinco anos que replica a queda de normalização pós-QT de 2019. SUI voltou a ficar abaixo da média móvel de 20 semanas após uma breve rutura, regressando à zona de acumulação do analista, enquanto o modelo de risco de longo prazo mostra, para a pontuação de risco atual, resultados históricos positivos a três meses em 67% dos casos. Na sua leitura, a operação consiste em aproveitar qualquer fraqueza para reforçar a posição.
Perguntas frequentes
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O mercado em alta das criptomoedas de 2024 já aconteceu?
Segundo o analista técnico, não. A capitalização total do mercado cripto face ao S&P 500 passou 5-6 anos a negociar lateralmente sem recuperar o máximo relativo de 2021, o que significa que a subida nominal do BTC em 2024 não produziu a rutura relativa que define um verdadeiro ciclo de alta.
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Porque é que este analista rejeita o ciclo de halving de quatro anos?
Defende que o comportamento dos preços das criptomoedas acompanhou o ciclo económico mais amplo, e não o calendário de halving do Bitcoin. Cinco a seis anos de contração coincidiram com um aperto monetário recorde, não com um ritmo de quatro anos.
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Que sinal marca o início do novo mercado em alta?
O sinal é a subida do PMI industrial acima de 55, um nível que historicamente assinala o início das fases de expansão dos ativos de risco. O analista observa que as criptomoedas costumam ser a última peça do dominó a cair, ficando atrás dos mínimos do rácio cobre-ouro, das ações em geral e do Russell 2000.
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A subida do Bitcoin acima de $80,000 está confirmada?
Ainda não. O analista técnico vê $80,000 como uma resistência clara no gráfico diário, com o RSI a mostrar uma divergência baixista. O cenário mais provável no curto prazo é uma correção para o intervalo de $70,000-$75,000 e um novo teste das médias móveis de 20 e 200 dias.
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Que altcoins é que o analista prefere acumular?
O Ethereum está num intervalo de acumulação de cinco anos que replica a queda pós-QT de 2019, e o SUI voltou a ficar abaixo da média móvel de 20 semanas, com um modelo de risco de longo prazo a mostrar resultados positivos a três meses em 67% dos casos nos níveis atuais. A estratégia passa por fazer compras faseadas…