A bolsa B3 do Brasil passou a cotar o DIGY11, um fundo negociado em bolsa da OranjeBTC que segue ações preferenciais de empresas com tesouraria em Bitcoin. A página do produto indicou que o fundo começou a ser negociado em 15 de setembro, a R$10,04 por unidade, com R$27,5 milhões de ativos sob gestão e um valor patrimonial de R$10,00 reportado para 11 de setembro. A negociação no mercado secundário estava prevista para 11 de setembro, mas foi adiada a pedido da gestora do fundo.
O DIGY11 não é um ETF spot de Bitcoin nem acompanha o preço do Bitcoin. Segue um índice MarketVector, protegido contra o real brasileiro, de ações preferenciais emitidas por empresas que detêm quantidades substanciais de BTC nos seus balanços. A carteira divulgada a 11 de setembro era composta por 74,29% de ações preferenciais STRC da Strategy, 4,88% de ações preferenciais SATA da Strive e 20,83% em dinheiro em reais, mais margem para a cobertura cambial.
Por que importa
A listagem abre uma nova via para os investidores brasileiros obterem exposição à adoção corporativa de Bitcoin sem comprar Bitcoin diretamente. STRC e SATA são títulos preferenciais perpétuos de taxa variável, cujos pagamentos dependem das políticas de dividendos das emitentes e do efeito dos preços do BTC nos respetivos balanços. O documento da Strategy de agosto revelou uma taxa anualizada de 12% para o STRC, com pagamentos quinzenais, embora nenhuma das taxas esteja garantida.
A OranjeBTC apresenta uma rentabilidade anual potencial de CDI, a taxa interbancária de referência do Brasil, mais 3% a 5%, rotulada como estimativa ilustrativa. O fundo cobra uma taxa de gestão anual de 0,90%, mais pelo menos 0,055% pela administração e custódia, tem como objetivo distribuições mensais em reais e não conta com a proteção de depósitos do FGC.
Impacto no mercado
O DIGY11 dá à B3, uma das maiores bolsas das Américas, o seu primeiro veículo cotado ligado ao mercado de ações de tesourarias de Bitcoin, em vez de BTC spot. Isso canaliza capital local para os balanços da Strategy e da Strive e pode servir de modelo para produtos de rendimento preferencial semelhantes em toda a América Latina. Os investidores devem acompanhar se o volume no mercado secundário se concretiza após o lançamento adiado e como as distribuições do fundo acompanham a taxa variável do STRC se a volatilidade do BTC pressionar as estruturas de capital das emitentes.
Perguntas frequentes
-
O DIGY11 é um ETF spot de Bitcoin?
Não. O DIGY11 não detém Bitcoin nem acompanha o seu preço. Segue um índice MarketVector, protegido contra o real, de ações preferenciais emitidas por empresas com participações substanciais em Bitcoin nos seus balanços.
-
Em que investe o DIGY11?
A 11 de setembro, a carteira era composta por 74,29% de ações preferenciais STRC da Strategy, 4,88% de ações preferenciais SATA da Strive e 20,83% em dinheiro em reais, mais margem afeta à cobertura cambial.
-
Que rentabilidade tem o DIGY11 como objetivo?
A OranjeBTC apresenta uma rentabilidade anual potencial ilustrativa de CDI, a taxa interbancária de referência do Brasil, mais 3% a 5%. Exclui variações no valor da unidade, e as rentabilidades e distribuições não são garantidas.
-
Que taxas cobra o DIGY11?
O fundo cobra uma taxa de gestão anual de 0,90%, mais pelo menos 0,055% ao ano pela administração e custódia, antes de outros possíveis encargos.
-
Quando começou o DIGY11 a ser negociado na B3?
A página do produto indicou que o DIGY11 começou a ser negociado a 15 de setembro, a R$10,04 por unidade. A negociação no mercado secundário estava prevista para 11 de setembro, mas foi adiada a pedido da gestora do fundo.