A carregar preços…
🩸BEARISH

Emprego nos EUA cresce só 29 mil; desemprego sobe para 4,2%

A subida do desemprego reflete mais pessoas à procura de trabalho, não uma vaga de despedimentos, enquanto a subida das taxas de juro e o alargamento dos diferenciais de crédito complicam as perspetivas dos mercados.

O emprego não agrícola nos EUA aumentou em 29 mil postos de trabalho, muito abaixo dos 90 mil previstos pelo consenso citado na análise e face aos 133 mil da leitura anterior. A taxa de desemprego subiu ligeiramente de 4,14% para 4,18%, passando de 4,1% para 4,2% após arredondamento. O sinal mais preocupante é a fraca contratação: os despedimentos diminuíram, mas quem entra ou regressa ao mercado de trabalho tem mais dificuldade em encontrar emprego.

Porque é importante

A taxa de participação na população ativa subiu de 61,4% para 61,8%, o que ajuda a explicar o aumento do desemprego sem uma vaga de despedimentos. O número de pessoas que entraram na população ativa subiu de 702 mil para cerca de 818 mil. A pressão é desigual: o desemprego entre os 20 e os 24 anos atingiu cerca de 8%, enquanto a taxa entre os trabalhadores dos 25 aos 54 anos se manteve em 3,6%.

Esta diferença deixa a Reserva Federal perante um sinal difícil de interpretar. A contratação mais lenta aponta para uma procura de mão de obra mais fraca, mas as taxas de juro das obrigações do Tesouro de longo prazo subiram apesar dos fracos dados do emprego e de um relatório recente do PCE também abaixo das expectativas. A análise destaca a persistência das preocupações com a inflação e o alargamento dos diferenciais de crédito como riscos que um dado fraco do emprego, por si só, pode não atenuar.

Impacto nos mercados

O Russell 2000 caiu cerca de 10% face ao seu máximo, enquanto o S&P 500 continua perto de níveis recorde, apoiado pelas grandes tecnológicas. Os diferenciais de crédito aumentaram para os mutuários com notações mais baixas e a volatilidade no mercado obrigacionista subiu. Nenhum destes sinais confirma que esteja em curso uma queda generalizada das ações, mas ambos tornam mais importantes os próximos dados da inflação e a evolução das taxas de juro.

Para a Bitcoin, a ligação passa pela liquidez e pelo apetite pelo risco nos mercados em geral, não por uma variação de preço identificada no relatório. Um emprego mais fraco pode reforçar os argumentos a favor de uma política monetária menos restritiva, mas esse apoio é menos claro se as preocupações com a inflação mantiverem elevadas as taxas de juro de longo prazo.

Tokens relacionados
$BTC

Perguntas frequentes

  1. Porque subiu o desemprego se os despedimentos diminuíram?

    A participação na população ativa subiu de 61,4% para 61,8%, levando mais pessoas a procurar trabalho. As novas entradas também aumentaram de 702 mil para cerca de 818 mil, enquanto a contratação se manteve fraca.

  2. Que trabalhadores enfrentam maiores dificuldades neste relatório?

    O desemprego entre os 20 e os 24 anos atingiu cerca de 8%. Entre os trabalhadores dos 25 aos 54 anos, a taxa manteve-se em 3,6%, mostrando que a fraqueza não é uniforme.

  3. Qual foi a dimensão do desvio face às previsões de emprego?

    O emprego não agrícola aumentou em 29 mil postos de trabalho, contra os 90 mil previstos pelo consenso citado na análise. A leitura anterior foi de 133 mil.

  4. Porque importa a subida das taxas do Tesouro após dados fracos do emprego?

    As taxas de juro de longo prazo subiram apesar dos dados mais fracos do emprego e de um relatório recente do PCE também abaixo das expectativas. Taxas elevadas podem continuar a pressionar os ativos sensíveis aos juros, mesmo que a fraca contratação aumente a expectativa de uma política monetária menos restritiva.

  5. O que significa o relatório do emprego para a Bitcoin?

    A análise não identifica uma variação imediata do preço da Bitcoin. A relevância está nas perspetivas de liquidez e apetite pelo risco: um emprego mais fraco pode favorecer uma política monetária menos restritiva, mas a persistência das preocupações com a inflação pode manter elevadas as taxas de juro de longo prazo.

Atribuição da fonte
Agregado de Benjamin Cowen · Verificado · Última atualização há 19d
Abrir original →
Conteúdo original