Julian Sawyer, CEO da Zodia Custody, afirma que a questão de saber se os bancos vão deter ativos digitais já está resolvida — a única variável é o tempo. "Cada banco vai precisar saber como deter ativos digitais", disse Sawyer à CoinDesk, enquadrando a aquisição total da Zodia Custody pelo Standard Chartered como uma "validação importante" dessa tese. O acordo está previsto para ser assinado até ao final de junho e fechado até ao final de agosto.
Por que é importante
A aquisição sinaliza uma mudança estrutural na forma como os bancos tradicionais estão a abordar a infraestrutura cripto: em vez de construir internamente, estão a comprar plataformas estabelecidas e de grau institucional. As operações existentes de custódia digital do Standard Chartered em Dubai, Luxemburgo e Hong Kong vão fundir-se na Zodia Custody e, em última análise, integrar-se sob a marca Standard Chartered, aposentando o nome Zodia Custody. Uma entidade separada, Zodia Solutions, continuará a desenvolver o negócio de software e infraestrutura, apoiada pelo Northern Trust, Emirates NBD e National Australia Bank.
O argumento mais amplo de Sawyer é que a infraestrutura blockchain está a amadurecer, passando da cripto especulativa para a tokenização de ativos do mundo real e pagamentos em stablecoin — casos de uso que exigem confiança e conformidade de nível bancário. "A indústria cripto está a mover-se em direção à banca por causa da lei", disse ele, apontando para a convergência de KYC e AML como o motor estrutural.
Impacto no mercado
O momentum regulatório está a acelerar em toda a Ásia e no Médio Oriente — Hong Kong, Singapura e Abu Dhabi estão todos a avançar — enquanto o Reino Unido corre o risco de ficar para trás devido a atritos entre o Banco da Inglaterra, o Tesouro e a FCA. Para os investidores, o sinal é claro: a custódia, a tokenização e a infraestrutura de stablecoin estão a tornar-se serviços bancários essenciais, e a onda de consolidação está apenas a começar.
CoinDesk