A Financial Conduct Authority do Reino Unido alertou para uma "corrida armamentista" na regulação da inteligência artificial nos serviços financeiros, instando o governo a conceder-lhe novos poderes estatutários para supervisionar modelos de fronteira como ChatGPT, Claude e Gemini, noticiou o Financial Times.
Porquê importa
A FCA está a sinalizar que os quadros de supervisão existentes não foram concebidos para sistemas que podem autonomamente redigir aconselhamento, filtrar transações ou gerar sinais de negociação. Sem novos poderes, argumenta o regulador, as lacunas alargar-se-ão entre o que as ferramentas de IA fazem nas finanças britânicas e o que os supervisores conseguem efetivamente examinar. O aviso chega numa altura em que a UE e os EUA impulsionam regimes paralelos de supervisão de IA, levantando a perspetiva de que Londres possa ficar para trás como praça para produtos financeiros conformes e movidos a IA.
Impacto no mercado
Bancos, seguradoras e gestoras de ativos sob supervisão da FCA já estão a implementar grandes modelos de linguagem em fluxos de conformidade, atendimento ao cliente e investigação. Um novo perímetro de supervisão deverá provavelmente exigir obrigações de documentação de modelos, testes de enviesamento e relato de incidentes semelhantes às que o AI Act da UE impõe a sistemas de alto risco. Fornecedores que visem as finanças britânicas devem esperar ciclos de aprovisionamento mais longos, enquanto os compradores aguardam clareza sobre o âmbito exato do regulador.