A FinCEN está a retirar a proposta de 2023 que obrigaria as instituições financeiras a comunicar detalhes de transações de mistura de criptoativos, incluindo endereços de carteiras, hashes de transações e endereços IP. A agência apontou preocupações de que a definição abrangente de mistura prevista na proposta pudesse limitar atividades legítimas e impor um elevado volume de obrigações de reporte. Está também a retirar uma proposta de 2020 que exigiria verificações de identidade e manutenção de registos para determinadas transações envolvendo carteiras autocustodiadas.
Porque é importante
A proposta sobre mistura abrangeria métodos usados para ocultar as origens, os destinos ou os montantes das transações, incluindo a junção de fundos, a divisão de transações e o uso de carteiras de utilização única. A FinCEN afirmou continuar a acreditar que agentes ilícitos usam mixers para dificultar investigações, mas citou um relatório de julho de 2025 do Grupo de Trabalho do Presidente sobre Mercados de Ativos Digitais, que reconhece que utilizadores legítimos podem recorrer a mixers para preservar a privacidade em blockchains públicas.
Nenhuma das propostas foi finalizada, pelo que a sua retirada não altera as obrigações atuais das instituições financeiras. A proposta de 2020 relativa a carteiras exigiria a comunicação à FinCEN de transações acima de $10.000, incluindo várias transações que, no total, ultrapassassem esse montante num período de 24 horas. Propunha também verificações de identidade e registos para transações acima de $3.000 envolvendo determinadas carteiras não alojadas.
Impacto no mercado
A decisão elimina dois regimes de conformidade propostos que, segundo defensores das criptomoedas, poderiam sujeitar atividades comuns a requisitos de reporte financeiro. A Coinbase contestou a ausência de um limiar monetário na proposta sobre mistura, enquanto o Coin Center criticou o âmbito de ambas as propostas.
A FinCEN afirma que continuará a acompanhar a atividade dos mixers e poderá tomar medidas futuras para combater o financiamento ilícito. A decisão surge depois de o Tesouro ter retirado o Tornado Cash da lista de sanções em março de 2025, após um tribunal de recurso ter concluído que o OFAC excedeu a sua autoridade, e de um relatório do Tesouro ao Congresso, divulgado em março deste ano, ter reconhecido os usos legítimos dos mixers para fins de privacidade.
Perguntas frequentes
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Que informações exigiria a proposta sobre mistura de criptoativos?
As instituições abrangidas teriam de comunicar transações de mistura com detalhes como endereços de carteiras, hashes de transações e endereços IP.
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Quais eram os limiares propostos na regra da FinCEN para carteiras autocustodiadas?
A proposta previa verificações de identidade e manutenção de registos para certas transações acima de $3.000, além do reporte de transações acima de $10.000 ou de várias transações que, no total, ultrapassassem $10.000 em 24 horas.
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A retirada das propostas altera as obrigações atuais das instituições financeiras?
Não. Nenhuma das propostas foi finalizada e a FinCEN afirmou que a sua retirada não altera as obrigações atuais.
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Porque retirou a FinCEN a proposta sobre mistura de criptoativos?
A FinCEN referiu preocupações de comentadores de que a definição abrangente de mistura pudesse limitar atividades legítimas e impor um elevado volume de obrigações de reporte às instituições abrangidas.
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A FinCEN vai deixar de acompanhar os mixers de criptoativos?
Não. A agência afirmou que continuará a acompanhar a atividade dos mixers à procura de indícios de financiamento ilícito e que poderá tomar medidas no futuro.
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