O token HYPE da Hyperliquid e a sua plataforma de derivados tornaram-se um polo central de liquidez para fundos de cobertura e investidores institucionais, com o diretor global de mercados da FalconX, Joshua Lim, a afirmar que a plataforma está, em alguns dias, mais ativa do que a Ethereum para os clientes da empresa. Numa entrevista, Lim enquadrou esta rotação como uma resposta direta às principais criptomoedas em range: "As pessoas não acham que o bitcoin e o ether se vão mexer muito". Com a volatilidade implícita nas opções de BTC e ETH próxima de mínimos históricos, o capital especulativo está a migrar para altcoins associadas a temas emergentes — HYPE, Zcash (ZEC), Venice (VVV) e tokens ligados a IA — onde a ação de preço é bastante mais pronunciada.
Porque é que isto importa
A proposta da Hyperliquid às mesas institucionais não é apenas o token. Lim destacou a capacidade da plataforma de listar mercados cedo e em escala, apontando os contratos perpétuos pré-IPO ligados a empresas como a SpaceX como o tipo de exposição que "não há outra forma de negociar de forma líquida". É essa amplitude de produto que diferencia a HYPE de uma narrativa típica de altcoin. A Grayscale tem defendido que a importância de longo prazo da Hyperliquid pode residir menos no token HYPE em si e mais no seu potencial para servir como um local de negociação 24/7 que abrange perps de cripto, ações tokenizadas, matérias-primas e mercados de previsão. A plataforma gerou cerca de 800 milhões de dólares de receita em 2025, o que dá à tese institucional uma base de receita sólida em vez de um enquadramento puramente especulativo.
Impacto no mercado
O quadro de fluxos é de rotação, não de saída em massa. Os clientes da FalconX estão a reduzir a exposição a BTC e ETH — onde saídas de ETF e incerteza macro comprimiram os movimentos esperados — e a realocar para plataformas de maior volatilidade onde a alavancagem e a exposição temática podem justificar-se. Essa dinâmica já se reflete no volume de negociação realizado: a HYPE ultrapassa regularmente a ETH nos livros da FalconX. O risco desta operação é regulatório. A Hyperliquid restringe atualmente utilizadores dos EUA, e qualquer aperto no acesso transfronteiriço poderia comprimir o funil institucional.
Perguntas frequentes
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Porque é que a Hyperliquid está a superar a Ethereum em volume de negociação em alguns dias?
O diretor de mercados da FalconX, Joshua Lim, disse que a liquidez de HYPE já é suficientemente profunda para que "não seja difícil negociar" em dimensão institucional, e em dias de maior atividade o volume de HYPE supera o de ETH nos livros da FalconX. O motor é a rotação de capital das principais criptomoedas em…
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De onde está a sair o dinheiro institucional e para onde está a ir?
Segundo Lim, os fundos de cobertura estão a reduzir a exposição a BTC e ETH — onde a volatilidade implícita está perto de mínimos históricos — e a realocar para altcoins associadas a temas emergentes: HYPE, Zcash (ZEC), Venice (VVV) e tokens ligados a IA.
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O que torna a Hyperliquid atractiva para os fundos de cobertura para além do token HYPE?
Lim destacou a capacidade da Hyperliquid de listar mercados numa fase inicial, incluindo contratos perpétuos pré-IPO ligados a empresas como a SpaceX — exposição que os fundos de cobertura "não conseguem negociar de forma líquida" noutro lado. A plataforma expandiu-se dos perps de cripto para ações tokenizadas,…
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Quanto gerou a Hyperliquid em receita?
A Hyperliquid gerou cerca de 800 milhões de dólares de receita em 2025, segundo o relatório — uma base de receita sólida por trás da tese institucional de que a plataforma está a evoluir para um local de negociação 24/7 de uma vasta gama de ativos financeiros.
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Qual é o principal risco ao crescimento institucional da Hyperliquid?
O acesso regulatório é a principal incerteza. A plataforma restringe atualmente utilizadores dos EUA, e qualquer aperto nas regras transfronteiriças pode comprimir o funil institucional que tem impulsionado o recente aumento de volume.
CoinDesk