A Payward, a empresa-mãe da exchange de criptomoedas Kraken, apresentou um pedido no tribunal federal dos EUA buscando informações de instituições financeiras ligadas à PowerTrade e seus co-fundadores, alegando que a plataforma de derivativos de alta alavancagem apropriou-se indevidamente de $7,2 milhões dos ativos digitais e ganhos não realizados da Payward. A ação judicial afirma que a PowerTrade realizou cerca de 100 'correções' não autorizadas ligadas a negociações que expiraram ou foram liquidadas meses antes, retroativamente transformando a conta da Payward de um saldo acima de $6 milhões para um saldo negativo de quase $2 milhões.
A declaração da Kraken disse que a empresa já obteve uma ordem de congelamento mundial provisória dos Tribunais do Centro Financeiro Internacional de Dubai contra a PowerTrade e seus co-fundadores, e iniciou "outros processos legais em outras jurisdições". A PowerTrade não respondeu a um pedido de comentário.
Por que isso é importante
A mecânica da alegada fraude é incomum. A Kraken começou a negociar derivativos institucionais na PowerTrade em 2022, quando a plataforma era operada em El Salvador pelos co-fundadores Mario Gomez Lozada e Bernd Sischka. Em outubro de 2025, com a queda do bitcoin, a Kraken ficou preocupada com a liquidez da PowerTrade e tentou retirar seus fundos. A ação judicial afirma que a PowerTrade se recusou, então moveu a conta para um déficit através de cancelamentos de negociações retroativos em vez de devolver a garantia.
O processo pinta um padrão que os advogados da Kraken argumentam ter sido projetado para "fabricar" uma dívida que a Payward não devia, permitindo que a PowerTrade absorvesse a garantia em bitcoin da Payward. Essa estrutura é importante porque recontextualiza a disputa de um inadimplemento de contraparte para um alegado esquema premeditado.
Impacto no mercado
O valor em dólares é pequeno em relação ao balanço da Kraken, mas o pedido de descoberta visa instituições financeiras dos EUA ligadas à PowerTrade e seus principais, o que significa que o caso pode revelar mais detalhes sobre fluxos de fundos transfronteiriços entre locais dos EUA e plataformas de derivativos baseadas nos E.A.U. A ordem de congelamento paralela do DIFC também sinaliza que a Kraken está buscando os ativos em múltiplas frentes, com os EUA.
Perguntas frequentes
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O que a Kraken está alegando que a PowerTrade fez com seus fundos?
A Payward, empresa-mãe da Kraken, alega que a PowerTrade executou cerca de 100 'correções' não autorizadas ligadas a negociações que expiraram ou foram liquidadas meses antes, retroativamente movendo a conta da Payward de um saldo acima de $6 milhões para um saldo negativo de quase $2 milhões.
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Quanto dinheiro está no centro da ação judicial?
A Payward está reivindicando que $7,2 milhões em ativos digitais e ganhos não realizados foram apropriados indevidamente pela PowerTrade e seus co-fundadores.
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Que ação legal a Kraken já tomou fora dos EUA?
A Kraken disse que obteve uma ordem de congelamento mundial provisória dos Tribunais do Centro Financeiro Internacional de Dubai contra a PowerTrade e seus co-fundadores, e iniciou processos paralelos em outras jurisdições.
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Quem são os co-fundadores da PowerTrade mencionados no caso?
O processo menciona os co-fundadores da PowerTrade, Mario Gomez Lozada e Bernd Sischka. Na época em que a Kraken começou a negociar na plataforma em 2022, ela era operada em El Salvador; agora é descrita como baseada nos E.A.U.
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Por que a Kraken inicialmente ficou preocupada com a PowerTrade?
A Kraken afirma que ficou inquieta com a liquidez e a solvência da PowerTrade em outubro de 2025, quando o bitcoin caiu e os mercados declinaram, então tentou retirar seus fundos e não conseguiu, levando à ação legal.
CoinDesk