A Movement Labs, programadora por trás da blockchain Movement, pediu proteção ao abrigo do Chapter 11, encerrando um ano turbulento marcado por um escândalo de market making do token MOVE, uma investigação interna e uma viragem estratégica que nunca ganhou tração. A layer-2 Ethereum, construída com a linguagem de programação Move da Meta, continuará a operar enquanto se reestrutura sob supervisão judicial.
O desmoronamento começou em dezembro, com o lançamento do MOVE. Uma investigação da CoinDesk em abril concluiu que a Movement estava a analisar se teria sido induzida em erro para assinar um acordo de market making que permitiu vender 66 milhões de tokens MOVE no mercado um dia após a estreia, provocando uma forte queda do preço. O acordo centrava-se na Rentech, uma intermediária ligada por documentos ao market maker chinês Web3Port; executivos da Movement questionaram depois se a fundação sabia que a Rentech não era, na verdade, afiliada da Web3Port. A Rentech negou qualquer irregularidade.
Porque é importante
As consequências alastraram ao mercado mais amplo. A Binance baniu a conta de market making ligada ao lançamento, a Movement lançou uma recompra de tokens e contratou a Groom Lake para rever o acordo. O cofundador Rushi Manche afastou-se da empresa em maio de 2025. Cada passo reduziu a margem de manobra de um projeto que se tinha apresentado como uma casa mais rápida e barata para smart contracts baseados em Move na Ethereum.
Em junho, a Movement anunciou um reposicionamento estratégico, afastando-se da competição no scaling da Ethereum e virando-se para pagamentos transfronteiriços, remessas e liquidação em stablecoins, afirmando ter acesso a infraestrutura de pagamentos licenciada nos EUA, no Canadá e na UE. Essa viragem fica agora dentro do processo de Chapter 11, com o futuro da rede blockchain, das parcerias e dos planos de expansão em mercados emergentes por esclarecer.
Impacto no mercado
O Chapter 11 permite à Movement continuar a operar durante a reestruturação, mas o token MOVE e a rede subjacente enfrentam uma incerteza prolongada. O caso é o mais recente colapso de alto perfil num setor de layer-2 marcado por forte concorrência e menor apetite do retalho, e serve de aviso a qualquer projeto que canalize a circulação de tokens através de uma única contraparte opaca.
Perguntas frequentes
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Porque é que a Movement Labs pediu proteção ao abrigo do Chapter 11?
O pedido fecha um ano de turbulência na governação e no market making, incluindo um acordo controverso que permitiu vender 66 milhões de tokens MOVE pouco depois do lançamento, uma proibição da Binance à contraparte, a saída do cofundador Rushi Manche e uma viragem para pagamentos em junho que não ganhou tração.
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Qual foi a controvérsia de market making do token MOVE?
Uma investigação da CoinDesk em abril concluiu que a Movement estava a analisar se teria sido induzida em erro para assinar um acordo de market making que permitiu a uma única contraparte vender 66 milhões de tokens MOVE no mercado um dia após a estreia do token, contribuindo para uma forte queda do preço.
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Quem é a Rentech e que papel teve no escândalo?
A Rentech é a intermediária no centro do acordo de market making. Documentos ligaram-na ao market maker chinês Web3Port, e executivos da Movement questionaram depois se a fundação acreditava que a Rentech era de facto afiliada da Web3Port. A Rentech negou qualquer irregularidade.
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Qual era a viragem da Movement para pagamentos antes da insolvência?
Em junho de 2025, a Movement anunciou uma mudança da competição no scaling da Ethereum para pagamentos transfronteiriços, remessas e liquidação em stablecoins, afirmando ter acesso a infraestrutura de pagamentos licenciada nos EUA, no Canadá e na União Europeia.
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A blockchain Movement vai continuar a funcionar durante o Chapter 11?
O Chapter 11 permite à empresa continuar a operar enquanto se reestrutura sob supervisão judicial, mas o futuro da rede blockchain, das suas parcerias e dos seus planos de expansão em pagamentos continua incerto.
CoinDesk