A OpenAI discutiu conceder ao governo dos EUA uma participação de 5% no capital como parte de uma proposta mais ampla para partilhar com o público americano a riqueza gerada pela IA, noticiou na quinta-feira o Financial Times, citando duas pessoas familiarizadas com as conversas. O CEO Sam Altman apresentou o conceito em discussões iniciais com altos responsáveis da administração Trump, incluindo o secretário de Comércio Howard Lutnick e o secretário do Tesouro Scott Bessent, enquanto a criadora do ChatGPT procura atenuar a pressão política sobre o setor da IA, que cresce a grande velocidade.
Porque é relevante
A proposta levaria as principais empresas de IA dos EUA a contribuir com fatias semelhantes de capital para um veículo de investimento público, modelado à imagem do Fundo Permanente do Alasca, que distribui aos residentes os rendimentos dos investimentos estatais. Qualquer acordo desse tipo quase de certeza exigiria aprovação do Congresso, e continua por saber se rivais como a Anthropic, a Google e a Meta aderirão. O enquadramento importa tanto quanto o tamanho: uma participação federal de 5% transformaria as disputas em torno da política de IA em disputas sobre uma carteira que o contribuinte americano detém diretamente.
Impacto no mercado
As conversas surgem numa altura em que a OpenAI avança discretamente para os mercados públicos. A empresa, sediada em São Francisco, apresentou em junho documentação preliminar para IPO junto da SEC, em regime confidencial, e notícias recentes sugerem que os assessores ponderam adiar a operação até 2027, para deixar amadurecer o crescimento e a governação. Uma componente de capital federal redesenharia essa listagem: a participação do Estado obrigaria a novos regimes de divulgação, alteraria a perceção de qualquer futura avaliação da OpenAI e provavelmente fixaria um precedente que cada grande laboratório de IA enfrentará quando, mais cedo ou mais tarde, abrir o capital.
Perguntas frequentes
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O que propõe a OpenAI dar ao governo dos EUA?
Uma participação de 5% no capital, no âmbito de um plano mais amplo para partilhar com o público americano a riqueza gerada pela IA, modelado à imagem do Fundo Permanente do Alasca, segundo o FT.
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Quem na OpenAI levantou a proposta junto da administração Trump?
O CEO Sam Altman apresentou o conceito em discussões iniciais com altos responsáveis, incluindo o secretário de Comércio Howard Lutnick e o secretário do Tesouro Scott Bessent.
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A proposta precisaria de aprovação do Congresso?
Sim. O FT adianta que qualquer acordo deste género quase de certeza exigiria um ato do Congresso, e continua por saber se a Anthropic, a Google ou a Meta apoiariam contribuições semelhantes.
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Como é que isto se liga aos planos de IPO da OpenAI?
A OpenAI apresentou em junho, em regime confidencial, documentação preliminar de IPO à SEC, e notícias recentes sugerem que os assessores ponderam adiar a operação até 2027. Uma componente de capital federal redesenharia essa listagem.
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Porque é que a OpenAI avança com esta proposta agora?
O FT enquadra-a como uma forma de aliviar a crescente pressão política sobre o setor da IA, dando ao público uma participação financeira direta no seu crescimento de longo prazo.
CoinDesk