O principal regulador cripto do Paquistão reuniu-se com o proeminente académico islâmico Mufti Taqi Usmani depois de uma fátua declarar que compras feitas com USDT e outras criptomoedas são inadmissíveis segundo os princípios da finança islâmica.
Bilal bin Saqib, presidente da Pakistan Virtual Assets Regulatory Authority (PVARA), defendeu que stablecoins, activos do mundo real tokenizados e outros produtos baseados em blockchain devem passar por avaliações técnicas e da Sharia separadas, em vez de serem avaliados num único enquadramento. A posição procura separar a análise de engenharia financeira da análise de conformidade religiosa, um modelo que poucas jurisdições ocidentais tentaram.
Porque é importante
O Paquistão está a avançar com uma stablecoin soberana, tokenização de activos estatais e licenciamento de bolsas cripto sob um quadro regulatório que já exige conformidade com a Sharia. Uma fátua geral contra stablecoins ao estilo USDT obrigaria cada plataforma nacional a enfrentar a questão de saber se tokens indexados ao ringgit ou à rupia passam na análise religiosa antes de poderem ser listados. A abordagem em vias paralelas sugerida por Saqib é, na prática, uma solução de contorno: manter a conformidade com a finança islâmica e a avaliação técnica de stablecoins em pistas separadas, depois avaliar cada produto duas vezes.
Impacto no mercado
O debate pesa menos nos fluxos globais de $BTC ou $ETH do que no corredor anual de remessas cripto de cerca de $300M-400M para o Paquistão, onde USDT funciona como activo operacional de liquidação. Qualquer restrição que empurrasse os utilizadores de remessas de volta para hawala ou para os canais bancários formais deslocaria o volume, em vez de o eliminar. O lado da tokenização, terrenos do Estado, direitos mineiros e dívida soberana denominada em dólares migrada para a blockchain, fica agora explicitamente dependente de uma aprovação da Sharia que ainda não foi emitida.
Perguntas frequentes
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O que disse, na prática, a fátua cripto do Paquistão?
Uma decisão religiosa declarou que compras feitas com USDT e outras criptomoedas são inadmissíveis segundo os princípios da finança islâmica. A fátua levou a conversações entre o presidente da PVARA, Bilal bin Saqib, e o académico Mufti Taqi Usmani sobre como conciliar produtos blockchain com a lei da Sharia.
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Quem é Bilal bin Saqib e o que faz a PVARA?
Saqib é presidente da Pakistan Virtual Assets Regulatory Authority, o organismo que supervisiona o quadro de licenciamento de bolsas cripto no Paquistão. A PVARA também impulsiona a aposta do país numa stablecoin soberana e na tokenização de activos estatais.
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Como funcionariam avaliações paralelas da Sharia e técnicas?
Saqib propôs que stablecoins, activos do mundo real tokenizados e outros produtos blockchain fossem avaliados duas vezes: uma pela solidez de engenharia financeira e outra pela conformidade religiosa. O objectivo é manter as duas vias de análise separadas, em vez de as fundir numa única porta de aprovação.
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Porque é que isto importa para utilizadores de USDT no Paquistão?
Cerca de $300M a $400M em remessas cripto anuais entram no Paquistão usando USDT como activo operacional de liquidação. Uma restrição geral provavelmente empurraria o volume de volta para redes hawala ou para a banca formal, em vez de o eliminar.
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A fátua afecta os planos de stablecoin soberana do Paquistão?
Sim. A stablecoin soberana do Paquistão, a tokenização de activos estatais e o licenciamento de bolsas estão todos dentro de um quadro que já exige conformidade com a Sharia. A via de tokenização estatal está agora explicitamente dependente de uma aprovação da Sharia que ainda não foi emitida.
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