O vice-presidente sênior da Robinhood, Johann Kerbrat, disse à plateia da Consensus 2026 em Miami que a procura estrangeira por ações dos EUA está a crescer rapidamente, com os nomes ligados à IA a concentrarem o maior interesse transfronteiriço. O acesso fora dos Estados Unidos continua estruturalmente limitado, afirmou, mas a tokenização, a liquidação instantânea e a negociação 24 horas por dia estão a começar a colmatar essa lacuna — permitindo que investidores internacionais montem carteiras globais em vez de apostas num único país.
A Robinhood já levou produtos de ações tokenizadas para a Europa ao abrigo de um modelo de derivados que acompanha os ativos subjacentes, com o private equity e outras classes de ativos historicamente restritas a serem os próximos no roteiro. Kerbrat enquadrou o avanço como uma participação mais ampla em mercados que tradicionalmente estiveram reservados a investidores acreditados, incluindo empresas pré-IPO.
Por que importa
A citação que mais pesou foi a estrutural: "Está na altura de muitos investidores pensarem seriamente não apenas em como investir num único país, mas também em como ter uma carteira global." Esse enquadramento — alocação global em vez de exposição específica a um país — é a mesma mudança que os investidores norte-americanos fizeram nas últimas duas décadas, e as infraestruturas de plataforma para que os investidores internacionais sigam o exemplo estão a chegar na mesma janela. Kerbrat assinalou também que "a regulação nos EUA tem sido pouco amigável no passado", ao mesmo tempo que reconheceu que o recente envolvimento dos decisores políticos melhorou — um tom regulatório mais suave pesa tanto quanto a stack de tokenização quando o capital estrangeiro decide onde aterrar.
Impacto no mercado
Os diferenciadores funcionais que Kerbrat apontou — negociação 24/7, liquidação instantânea, empréstimo, colateralização — são as mesmas funcionalidades que a TradFi corre para lançar através de cadeias tokenizadas. O lançamento europeu de ações tokenizadas da Robinhood é a prova mais visível de que o modelo funciona dentro de uma wrapper regulada; a expansão para o private equity levaria a tokenização a uma classe de ativos que nunca teve acesso de retalho em escala. O próximo passo é a adoção, e Kerbrat foi explícito ao dizer que a aposta está em novas funcionalidades, não numa versão mais barata de uma corretora existente.
Perguntas frequentes
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O que disse Johann Kerbrat, da Robinhood, na Consensus 2026?
Ao falar na Consensus 2026 em Miami, Kerbrat afirmou que a procura estrangeira por ações dos EUA está a crescer, com as ações ligadas à IA a concentrarem o maior interesse transfronteiriço. Enquadrou a tokenização, a liquidação instantânea e a negociação 24/7 como as infraestruturas que permitem aos investidores…
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Como está a Robinhood a oferecer ações tokenizadas dos EUA a investidores estrangeiros?
A Robinhood lançou produtos de ações tokenizadas na Europa sob um modelo de derivados que acompanha ativos subjacentes nos EUA. Kerbrat disse que a empresa planeia alargar o modelo a outras classes de ativos, incluindo o private equity, alargando o acesso a mercados historicamente reservados a investidores acreditados.
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Porque é que a regulação dos EUA importa para a procura estrangeira?
Kerbrat reconheceu que a regulação nos EUA "tem sido pouco amigável no passado", mas afirmou que o recente envolvimento com os decisores políticos melhorou. Um tom regulatório mais suave pesa tanto quanto a stack de tokenização quando o capital estrangeiro decide onde aterrar, porque a fricção de conformidade é uma…
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Que funcionalidades espera Kerbrat que diferenciem os ativos tokenizados?
Kerbrat apontou a negociação 24/7, a liquidação instantânea, o empréstimo e a colateralização como os diferenciadores funcionais que vão destacar os ativos tokenizados dos produtos de corretagem tradicionais. Disse que a adoção depende de lançar novas funcionalidades e não de replicar serviços de corretagem existentes…
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Poderá o private equity tokenizado expandir-se para além dos investidores acreditados?
Kerbrat disse que sim. Argumentou que é "muito importante" dar aos investidores a escolha de aceder a empresas privadas antes de estas abrirem capital, enquadrando o movimento como uma participação mais ampla em mercados historicamente reservados a investidores acreditados. O roteiro da Robinhood aponta para o private…
CoinDesk