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Tokens de terceiros travam isenção da SEC para ativos tokenizados

A pausa é processual, não uma reversão — mas traz à tona a questão por resolver mais profunda das ações onchain: como é que os dividendos, os direitos de voto e os registos de acionistas sobrevivem à passagem de um token de mão em mão…

A Securities and Exchange Commission adiou a divulgação da linguagem para a sua aguardada isenção de inovação relativa a ativos tokenizados, noticiou a Bloomberg Law na terça-feira, citando pessoas familiarizadas com o assunto. Uma versão preliminar do plano já tinha sido redigida e analisada pelos serviços, mas a agência está agora a ponderar o feedback recolhido junto de responsáveis de bolsas e participantes de mercado ao longo dos últimos dias.

O ponto de fricção centra-se nos chamados tokens de terceiros — representações tokenizadas que seriam negociadas sem o respaldo ou o consentimento da empresa subjacente cotada em bolsa. Vários ex-reguladores assinalaram que não é claro como é que uma empresa pode garantir que um token comporta os mesmos direitos de uma ação regulada, incluindo dividendos e direitos de voto, uma vez que o token circula em infraestruturas de blockchain sem permissões em vez de num registo centralizado.

Porquê é relevante

O presidente da SEC, Paul Atkins, apresentou a isenção como um sandbox regulatório para ações onchain e tinha anteriormente fixado um prazo para o final do ano passado para a implementar. A comissária Hester Peirce, que lidera grande parte do trabalho da agência em cripto, afirmou na quinta-feira no X que sempre esperou que a isenção fosse limitada no âmbito e que facilitasse apenas a negociação de representações digitais do mesmo valor mobiliário subjacente que um investidor retalhista já poderia comprar no mercado secundário — não instrumentos sintéticos que imitam o desempenho acionista sem conferir propriedade direta. A questão dos tokens de terceiros é o próximo ponto de pressão natural: a Securitize, a Ondo e a Superstate construíram infraestruturas de tokenização com funções integradas de agente de transferência registado na SEC, mas essas arquiteturas pressupõem o consentimento do emitente, coisa que um token de terceiros, por definição, não tem.

Impacto no mercado

O atraso é processual e não uma reversão, e as decisões sobre a versão inicial ainda não foram finalizadas. A SEC já autorizou a Depository Trust & Clearing Corporation a tokenizar determinados ativos altamente líquidos em blockchains pré-aprovados, ao abrigo de uma janela de três anos, e a New York Stock Exchange está a construir a sua própria plataforma de ações tokenizadas com vista à negociação 24/7.

Perguntas frequentes

  1. Porque é que a SEC adiou a isenção para ativos tokenizados?

    A Bloomberg Law noticiou que os serviços tinham uma versão preliminar redigida e analisada, mas realizaram mais discussões com responsáveis de bolsas e participantes de mercado nos últimos dias sobre preocupações em torno de tokens de terceiros emitidos sem o consentimento da empresa subjacente.

  2. O que é um token de terceiros neste contexto?

    É uma representação tokenizada sobre uma ação cotada que seria negociada sem o respaldo ou o consentimento da empresa cuja ação representa — o oposto estrutural da tokenização conduzida pelo emitente, oferecida por empresas como Securitize, Ondo e Superstate.

  3. Para que serve a isenção de inovação?

    O presidente da SEC, Paul Atkins, descreveu-a como um sandbox regulatório para ações onchain, destinado a dar aos ativos tokenizados um caminho legal mais claro ao abrigo da legislação de valores mobiliários existente.

  4. O que disse a comissária Hester Peirce sobre o âmbito?

    Numa publicação no X na quinta-feira, Peirce afirmou que sempre esperou que a isenção se limitasse a representações digitais da mesma ação subjacente que um investidor retalhista já poderia comprar no mercado secundário, e não a instrumentos sintéticos.

  5. O atraso é uma reversão do impulso de tokenização da SEC?

    Não — o atraso é processual e não uma reversão, e a SEC já autorizou a DTCC a tokenizar determinados ativos líquidos em blockchains pré-aprovados ao abrigo de uma janela de três anos, enquanto a NYSE constrói a sua própria plataforma de ações tokenizadas.

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