A Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou, na sexta-feira, uma alteração à Lei de Transações Cambiais que irá exigir que as empresas de criptoativos se registem junto do Ministério da Economia e Finanças antes de movimentarem ativos para o exterior ou a partir dele. A lei introduz uma nova categoria legal — «atividade de transferência de ativos virtuais» — que abrange corretoras e empresas de custódia de ativos digitais que realizam transferências transfronteiriças através de venda, compra ou troca. Os parlamentares enquadraram a mudança como um passo no sentido de uma monitorização sistemática dos fluxos de capital que, até agora, permaneciam em grande parte fora da visibilidade do Estado.
Por que razão é relevante
O regime de registo é a primeira alavanca estrutural de que Seul dispõe sobre os fluxos de saída de criptoativos e surge em paralelo com duas outras medidas de maior aperto. A Comissão de Serviços Financeiros está a alargar os requisitos da Travel Rule de modo a que os dados do remetente e do destinatário sejam recolhidos em todas as transações de criptoativos, e não apenas naquelas acima do limiar atual de 1 milhão de won (cerca de $681). Em separado, as autoridades fiscais confirmaram em dezembro que um imposto de 22% sobre mais-valias de criptoativos acima de 2,5 milhões de won (cerca de $1,703) entrará em vigor em janeiro de 2027, pondo fim a uma série de adiamentos que se prolongava há anos.
Impacto no mercado
As associações locais do setor têm contestado estas medidas, alertando que o alargamento da recolha de dados previsto pela Travel Rule irá tornar as transações mais lentas em condições de volatilidade e que o calendário fiscal de 2027 é prematuro face à falta de infraestruturas de reporte. Para os investidores, o efeito prático é o encerramento dos pontos de entrada que permitiam ao retalho coreano movimentar capital para o exterior sem supervisão estatal — historicamente um dos fluxos mais sensíveis ao preço na criptoesfera asiática. Acompanhe as normas de execução da FSC e a data de arranque do registo, que definirão o verdadeiro calendário de conformidade para as plataformas que servem clientes coreanos.
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