A Western Union apresentou a USDPT, uma stablecoin denominada em dólares norte-americanos na blockchain Solana, posicionando o token como um ativo de liquidação 24/7 para a sua rede de pagamentos transfronteiriços que abrange mais de 200 países. O token é emitido pela Anchorage Digital Bank N.A., o primeiro banco cripto federalmente regulado nos Estados Unidos, com a Fireblocks a fornecer a infraestrutura de carteira, liquidação e operações financeiras. A Western Union afirmou que a USDPT é totalmente respaldada por dólares norte-americanos e é totalmente respaldada por reservas em numerário e equivalentes de caixa. A implementação começa nas Filipinas e na Bolívia, com uma funcionalidade voltada para o consumidor, chamada "Stable by Western Union", prevista para chegar a mais de 40 países em 2026.
Por que importa
A pilha de emissão é a história. A Anchorage é um banco cripto federalmente regulado — não um emissor offshore — e a Fireblocks situa-se entre a tesouraria e as vias on-chain, o que coloca a USDPT estruturalmente mais próxima de um instrumento emitido por um banco do que do modelo Tether offshore que tem dominado o setor. A Western Union está também a escolher a Solana em vez das redes Ethereum e Tron, onde vive atualmente a maior parte da oferta de stablecoins em dólares, uma aposta deliberada na finalidade em menos de um segundo numa rede que passou os últimos 18 meses a reposicionar-se em torno dos pagamentos e da liquidação de stablecoins. A pegada de agentes em 200 países dá ao token uma distribuição imediata que nenhum lançamento greenfield de stablecoin conseguiria replicar.
Impacto no mercado
O timing chega no meio de um setor em rápida expansão: a oferta de stablecoins lastreadas em dólares ultrapassou os $300 mil milhões, com o USDT da Tether em cerca de $189,6 mil milhões e o USDC da Circle próximo dos $77,6 mil milhões. A USDPT não ameaça essa duopolia no primeiro dia, mas acrescenta um instrumento em dólares, emitido por um banco norte-americano regulado, a um livro de ordens na Solana que tem vindo silenciosamente a absorver fluxo institucional de stablecoins. A Western Union não é o único incumbente a avançar — a Visa revelou na semana passada que o seu piloto de liquidação em stablecoin atingiu um ritmo anualizado de $7 mil milhões em nove blockchains e mais de 130 programas de cartões em mais de 50 países. Cada lançamento de stablecoin por parte das finanças tradicionais reforça a atração gravitacional dos emissores norte-americanos regulados e estreita a margem de manobra dos concorrentes offshore.
Perguntas frequentes
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Quem emite a stablecoin USDPT da Western Union?
A USDPT é emitida pela Anchorage Digital Bank N.A., o primeiro banco cripto com carta federal nos Estados Unidos. A Fireblocks fornece a infraestrutura de carteira, liquidação e operações financeiras.
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Em que blockchain está construída a USDPT e porquê a Solana?
A USDPT corre na blockchain Solana, que a Western Union selecionou pela finalidade em menos de um segundo. A Solana passou os últimos 18 meses a reposicionar-se em torno dos pagamentos e da liquidação de stablecoins, tornando-se a rede de eleição para este tipo de via de alta frequência.
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Onde estará disponível a USDPT primeiro?
A Western Union está a implementar a USDPT primeiro nas Filipinas e na Bolívia, dois dos seus maiores corredores de remessas. Uma funcionalidade voltada para o consumidor, chamada "Stable by Western Union", está prevista para chegar a mais de 40 países em 2026.
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Qual é a dimensão do mercado de stablecoins lastreadas em dólares onde a USDPT entra?
A oferta total de stablecoins lastreadas em dólares norte-americanos ultrapassou os $300 mil milhões, com o USDT da Tether em aproximadamente $189,6 mil milhões e o USDC da Circle próximo dos $77,6 mil milhões, segundo o painel de dados do The Block.
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Como se posiciona a USDPT face a outros movimentos de stablecoins das finanças tradicionais?
A Western Union junta-se à Visa, que revelou na semana passada que o seu piloto de liquidação em stablecoin atingiu um ritmo anualizado de $7 mil milhões em nove blockchains e mais de 130 programas de cartões em mais de 50 países. Ambos os movimentos apontam para emissores norte-americanos regulados a apertar o…
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