A State Street Investment Management lançou na terça-feira o State Street Stablecoin Reserves Money Market Fund, um fundo do mercado monetário de dívida pública concebido especificamente para emissores de stablecoins que operam sob a framework do GENIUS Act. Os investidores iniciais são a State Street Bank and Trust Company e a Anchorage Digital, o banco de criptoativos com charter federal, que ancoram o lançamento com um balanço tradicional e uma porta de entrada regulada para emissores de ativos digitais.
O produto coloca a State Street em concorrência direta com a BlackRock, a Franklin Templeton, a Fidelity e o JPMorgan pelas reservas — T-bills, caixa e papel de fundos do mercado monetário — que sustentam os tokens indexados ao dólar. A BlackRock já gere uma parte significativa da carteira de Treasury por trás dos $75B de USDC da Circle, e o restante do campo passou o último ano a lançar produtos de caixa tokenizada e gestão de reservas. A State Street construiu em paralelo o SWEEP, um fundo de liquidez tokenizada desenvolvido com a Galaxy Digital, apresentando o novo fundo do mercado monetário como a contraparte de gestão de reservas desse produto de caixa on-chain.
Por que é relevante
A framework do GENIUS Act transforma as reservas de stablecoins numa classe de ativos regulatória definida, com regras rígidas de composição, e cada emissor precisa agora de uma gestora que se encaixe nesse enquadramento. Esta é a mudança estrutural: as reservas deixaram de ser custódia ad hoc de Treasury — são uma slot de produto de mercado monetário regulado, e as firmas que conquistam esses mandatos cobram uma corrente de comissões duradoura, baseada em AUM, sobre ativos que crescem ao ritmo da emissão de stablecoins. A entrada da State Street, a par da BlackRock, Franklin Templeton, Fidelity e JPMorgan, significa que a elite da gestão de ativos norte-americana já trata as reservas de stablecoins como uma linha de produto central, e não como uma experiência.
Impacto no mercado
A Tether e a Circle já detêm, em conjunto, dezenas de milhar de milhões de dólares em ativos relacionados com Treasury, e a State Street invocou projeções de 1,9 a 4 biliões de dólares em emissão global de stablecoins até 2030, à medida que a adoção institucional acelera. O pool de comissões escala de forma linear com essa emissão, e a corrida pela quota de gestão é agora um campo de quatro ou cinco candidatos, em vez de apenas a BlackRock.
Perguntas frequentes
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O que lançou concretamente a State Street?
Um fundo do mercado monetário de dívida pública chamado State Street Stablecoin Reserves Money Market Fund, destinado a emissores de stablecoins que operam sob a framework do GENIUS Act. A State Street Bank e a Anchorage Digital são os investidores iniciais.
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Por que razão as gestoras competem pelas reservas de stablecoins?
Os emissores de stablecoins sustentam os seus tokens com T-bills, caixa e fundos do mercado monetário, e o GENIUS Act transforma essas reservas numa classe de ativos regulada. As gestoras cobram uma corrente de comissões duradoura, baseada em AUM, que escala com a emissão de stablecoins.
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Qual poderá ser a dimensão do mercado de reservas de stablecoins?
A State Street invocou projeções de 1,9 a 4 biliões de dólares em emissão global de stablecoins até 2030. A Tether e a Circle já detêm dezenas de milhar de milhões em ativos relacionados com Treasury, e o USDC da Circle vale, só por si, cerca de $75B.
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Com quem compete a State Street por estes mandatos?
Com a BlackRock, que já gere grande parte da carteira de Treasury por trás do USDC da Circle, e ainda com a Franklin Templeton, a Fidelity e o JPMorgan — todos com produtos de caixa tokenizada ou gestão de reservas lançados no último ano.
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Que outros produtos ligados a cripto já construiu a State Street?
A State Street lançou anteriormente o SWEEP, um fundo de liquidez tokenizada desenvolvido com a Galaxy Digital, que apresenta como a contraparte on-chain de caixa do novo fundo do mercado monetário de reservas de stablecoins.
CoinDesk