David Hoffman, co-fundador da Bankless, revelou numa entrevista a 29 de maio com a Unchained que vendeu toda a sua posição em ETH — não por uma visão negativa sobre a tecnologia do Ethereum, mas porque vê melhores oportunidades ajustadas ao risco em outros lugares.
Hoffman teve o cuidado de se distanciar do rótulo de "desertor", enquadrando a saída como uma decisão de alocação de capital em vez de um voto de desconfiança. No entanto, a admissão tem peso: a Bankless foi construída sobre a tese do Ether como dinheiro, e o seu co-fundador já não considera essa tese suficientemente convincente para manter.
Por que isso é importante
A crítica central de Hoffman é estrutural. Ele argumenta que é difícil reavaliar o ETH — o que significa que o mercado já precificou a maior parte da narrativa positiva — e que o Ethereum carece da coordenação e execução necessárias para recuperar o seu momento único. Vindo de um dos defensores mais proeminentes do ecossistema, essa formulação é um sinal que vale a pena levar a sério, independentemente de se concordar ou não com a conclusão.
Impacto no mercado
Para os detentores de ETH, a história levanta uma questão pontual sobre o custo de oportunidade num ciclo onde L1s concorrentes e categorias de ativos emergentes estão atraindo a atenção institucional e de retalho. A saída de Hoffman não move o preço, mas move a narrativa — e no crypto, a narrativa é frequentemente o indicador líder.