Os ETFs de Bitcoin à vista cotados nos EUA perderam mil milhões de dólares na última semana, a maior saída semanal desde finais de janeiro, pondo fim a uma série de seis semanas consecutivas de entradas que tinham absorvido cerca de 3,4 mil milhões de dólares. A saída coincidiu com uma ronda de publicações de CPI e PPI dos EUA mais quente do que o esperado, puxando o Bitcoin cerca de 3% para baixo, para os 78.074 dólares na hora de fecho, segundo dados da CryptoSlate. Os levantamentos líquidos na janela de sete dias totalizaram cerca de 14.000 Bitcoin.
Porque é que importa
A Ecoinometrics enquadrou o movimento como uma hesitação tática perto de um ponto crítico de decisão macro, e não como um desinvestimento em larga escala — os fluxos líquidos para os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA continuam positivos nos últimos 30 dias, pelo que a base de procura construída durante a primavera está em pausa sem fraturar estruturalmente. Analistas da Coinbase apontaram o mesmo culpado: a subida das expectativas de inflação está a limitar a argumentação para um rally cripto mais amplo conduzido pela liquidez, porque os mercados financeiros estão a reavaliar a trajetória da política da Fed.
A distinção importa. O CPI geral subiu em grande parte como previsto, impulsionado por um pico nos preços da energia ligado ao recente conflito geopolítico. A inflação núcleo e a inflação dos serviços núcleo, que excluem a volátil componente alimentar e energética, aceleraram de uma forma que sinaliza pressões de preços persistentes, em vez de um choque externo pontual.
Impacto no mercado
A leitura é simples: enquanto a inflação núcleo e a inflação dos serviços continuarem a subir, as yields permanecem elevadas e a capacidade do Bitcoin para se expandir para lá do intervalo atual mantém-se limitada. Uma ronda mais fria de dados de inflação é o gatilho que permite aos traders reconstruir a tese de liquidez e incorporar um pivot da Fed no sentido de uma política mais acomodatícia. Se as saídas se estenderem para uma segunda semana em cima de publicações núcleo persistentes, o sinal muda de reset tático para uma fratura genuína da procura — os compradores institucionais deixariam de absorver a pressão macro ao ritmo que o mercado passou a esperar desde o início de abril.
Perguntas frequentes
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Quanto perderam os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA na última semana?
Cerca de mil milhões de dólares em saídas líquidas, o maior levantamento semanal desde finais de janeiro, totalizando cerca de 14.000 Bitcoin, segundo dados da SoSoValue citados pela CryptoSlate.
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O que terminou a série de seis semanas de entradas nos ETFs de Bitcoin nos EUA?
Publicações de CPI e PPI dos EUA mais quentes do que o esperado, que obrigaram os mercados financeiros a reavaliar rapidamente o risco de inflação e a trajetória da política da Reserva Federal.
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A saída dos ETFs de Bitcoin é um reset tático ou uma fratura da procura?
A Ecoinometrics classificou-a como uma hesitação tática perto de um ponto crítico de decisão macro, e não como um desinvestimento em larga escala — os fluxos líquidos a 30 dias para os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA permanecem positivos, pelo que a base de procura está em pausa sem se partir estruturalmente.
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Porque é que a inflação núcleo importou mais do que o CPI geral?
A inflação núcleo e a inflação dos serviços núcleo excluem a volátil componente alimentar e energética, pelo que a sua aceleração sinaliza pressões de preços persistentes, em vez de um choque temporário externo nos preços da energia.
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O que recomeçaria a negociação de liquidez do Bitcoin?
Tanto a Ecoinometrics como analistas da Coinbase apontam para uma ronda mais fria de dados de inflação dos EUA — suficiente para reconstruir a argumentação a favor de uma liquidez sistémica melhor e permitir aos traders incorporar uma mudança da Fed para uma política monetária mais acomodatícia.