A equipa de inteligência de ameaças da Microsoft identificou o CryptoBandits, uma família de malware embutida em pelo menos oito jogos Steam, que transforma uma máquina infetada num ponto de passagem para roubo de carteiras. A isca foca a habitual pegada da Steam, mas a carga maliciosa visa a pegada da carteira ao lado.
Como funciona a cadeia
O CryptoBandits deixa ficheiros de atalho USB (.lnk) que se fazem passar por unidades legítimas. Quando uma vítima liga uma pen USB, o malware avança através do atalho, sequestra a atividade da área de transferência para reescrever endereços de carteiras no momento da colagem e encaminha o tráfego de saída através do Tor para evitar atribuição. O salto final exfiltra tokens e frases-semente de fluxos de trabalho de carteiras no navegador e no ambiente de trabalho antes da movimentação dos fundos.
Porque importa
A equipa de investigação da Microsoft, incluindo Liam "Akiba" Wright, ligou uma impressão digital de comando e controlo a uma série de confirmações de entrega do Uber Eats suspeitas em caixas de entrada de vítimas, o que sugere que os operadores estão a testar a infraestrutura à escala do consumidor antes de a aplicar a alvos de maior valor. A combinação de jogos distribuídos em massa, propagação residente em USB e troca na área de transferência coloca a campanha firmemente na categoria de malware ladrão de amplo espectro, e não numa operação direcionada.
Perguntas frequentes
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O que é o malware CryptoBandits?
O CryptoBandits é uma família de malware que a Microsoft identificou em pelo menos oito jogos Steam. Cria ficheiros .lnk maliciosos, monitoriza a área de transferência para reescrever endereços de carteiras e usa Tor para exfiltrar tokens e frases-semente.
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Como é que o CryptoBandits rouba criptomoedas?
Instala ficheiros .lnk maliciosos que entram em ação quando a vítima liga uma pen USB, depois sequestra a atividade da área de transferência para trocar endereços colados no meio da transação. O tráfego de saída segue por Tor para ocultar a atribuição antes da movimentação dos fundos.
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Porque é que a Microsoft liga a campanha ao Uber Eats?
A equipa do investigador Liam "Akiba" Wright encontrou uma impressão digital de comando e controlo que apareceu ao lado de confirmações suspeitas de entregas do Uber Eats nas caixas de entrada das vítimas, o que sugere testes de infraestrutura à escala do consumidor.
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Que carteiras e plataformas estão em risco?
A análise da Microsoft aponta para fluxos de trabalho de carteiras no navegador e em desktop, incluindo armazenamentos de frases-semente em máquinas infetadas. Qualquer carteira cujo endereço passe pela área de transferência durante uma transação fica exposta à troca.
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Como podem os utilizadores proteger-se contra ladrões que trocam a área de transferência?
Confirme os endereços caractere a caractere antes de validar, mantenha as frases-semente fora de máquinas ligadas à internet, trate dispositivos USB desconhecidos como hostis e evite correr software não assinado ou pirateado, incluindo títulos Steam não verificados.