Hiromi Yamaji, CEO da Japan Exchange Group (JPX), afirmou que o operador da Tokyo Stock Exchange vai iniciar os preparativos para listar ETFs de criptoativos assim que o enquadramento legal e o tratamento fiscal dos ativos digitais no Japão forem esclarecidos, com o lançamento mais cedo realista em 2027. Yamaji apontou 2028 como data de recurso caso o progresso legislativo se atrase.
Por que importa
A Financial Services Agency do Japão tem vindo a ponderar se permite a detenção de cripto em fundos ao abrigo da legislação existente de fundos de investimento, e se alinha o cripto spot com o regime de mais-valias de 20% que já abrange os valores mobiliários cotados — uma mudança estrutural que tornaria um invólucro de ETF viável para investidores institucionais. Até esse ponto de aterragem estar definido, nenhum emitente japonês consegue aprovar o prospeto.
Impacto no mercado
Uma listagem em Tóquio acrescentaria uma segunda grande praça asiática para produtos de ETF de cripto spot, a par dos ETFs de bitcoin e ether spot já negociados em Hong Kong desde meados de 2024. Para o retalho japonês, onde a cripto é tributada como rendimento diverso a taxas até 55%, a questão do invólucro e a questão da reforma fiscal estão ligadas: um ETF detido numa conta de investimento poderia desbloquear acesso com vantagem fiscal que a detenção direta de moedas hoje bloqueia. Acompanhe o próximo documento do grupo de trabalho da FSA para o sinal de calendário.
Perguntas frequentes
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Quando poderá a JPX efetivamente listar um ETF de cripto?
O CEO Hiromi Yamaji disse que o lançamento mais cedo realista é 2027, com 2028 como data de recurso, dependendo da rapidez com que o legislador japonês esclarece o enquadramento legal e o tratamento fiscal para criptoativos detidos em fundos.
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Porque é que o Japão ainda não lançou um ETF de cripto?
A Financial Services Agency japonesa ainda não autorizou a detenção de cripto em veículos de fundos de investimento, e os ganhos em cripto são atualmente tributados como rendimento diverso a taxas até 55% — um bloqueio estrutural para emitentes institucionais de ETF que precisam de um caminho de prospeto definido.
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O que está a FSA na verdade a decidir?
A FSA está a ponderar se submete o cripto spot à legislação existente de fundos de investimento e se alinha os ganhos em cripto com o regime de mais-valias de 20% que já se aplica a valores mobiliários cotados — uma mudança que tornaria um invólucro de ETF viável para investidores institucionais.
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Como se compararia um ETF de cripto em Tóquio com o de Hong Kong?
Hong Kong tem ETFs spot de bitcoin e ether listados desde meados de 2024. Uma listagem em Tóquio acrescentaria uma segunda grande praça asiática, mas o enquadramento fiscal japonês ainda precisaria de ser conciliado antes de qualquer invólucro se tornar atrativo para o retalho doméstico e compradores institucionais.
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Quem seriam os primeiros emitentes de um ETF de cripto listado na JPX?
A JPX não nomeou emitentes específicos. Os candidatos prováveis são gestoras de ativos japonesas com capacidade existente de negociação de cripto spot, a par de emitentes globais que já operam produtos spot de BTC e ETH nos EUA e em Hong Kong, assim que o caminho de prospeto da FSA ficar esclarecido.