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Kalshi garante acordo exclusivo para mercados do US Open

A exclusividade da Kalshi impede plataformas rivais de mercados de previsões de fazer publicidade no recinto e nas transmissões da ESPN, uma concessão invulgar que surge em plena disputa da plataforma sobre a preempção federal.

A Kalshi assinou um acordo exclusivo com a Associação de Ténis dos Estados Unidos para se tornar a plataforma de mercados de previsões parceira do US Open, cujo quadro principal começou no domingo em Flushing Meadows, segundo uma notícia da Front Office Sports. Os termos financeiros não foram divulgados. O acordo, que segundo a FOS foi finalizado após a conclusão das rondas de qualificação e entra imediatamente em vigor, fazia originalmente parte do plano da USTA para 2027 e anos seguintes. O novo CEO Craig Tiley, que assumiu o cargo a 20 de julho, antecipou o calendário para o torneio deste ano.

Porque é importante

O pormenor estrutural invulgar é a exclusividade publicitária: segundo a FOS, a USTA está a impedir outras plataformas de mercados de previsões de fazer publicidade no recinto e na televisão, incluindo nas transmissões do torneio pela ESPN. Trata-se de uma exceção significativamente mais ampla do que um acordo habitual de naming rights e formaliza a posição da Kalshi como a marca de previsões presente no recinto e nas transmissões de um dos maiores eventos de ténis do ano. O acordo surge enquanto a Kalshi, a Polymarket e a Polymarket US já somam, até agora em agosto, um volume de negociação combinado de 41,2 mil milhões de dólares, com a Kalshi responsável por 33,7 mil milhões e os contratos relacionados com o desporto a continuarem a sustentar esse montante.

Impacto no mercado

A notícia surge no meio de uma disputa regulatória paralela. Na sexta-feira, o Nono Circuito decidiu contra a Kalshi no litígio com o estado do Nevada, concluindo que a empresa não tinha demonstrado que a legislação federal sobre commodities se sobrepõe à regulamentação do jogo do estado aplicável aos contratos sobre eventos desportivos. Essa decisão entra em conflito com uma decisão anterior do Terceiro Circuito que impediu Nova Jérsia de regulamentar os contratos desportivos da Kalshi, aprofundando a divergência entre circuitos quanto ao alcance da autoridade dos reguladores estaduais do jogo sobre contratos de eventos regulados pela CFTC. Com o US Open a colocar os mercados de previsões num grande palco desportivo, as frentes comercial e jurídica ganharam agora maior relevo.

Perguntas frequentes

  1. O que anunciou a Kalshi sobre o US Open?

    A Kalshi assinou um acordo exclusivo com a Associação de Ténis dos Estados Unidos para se tornar a plataforma parceira de mercados de previsões do US Open, cujo quadro principal começou no domingo em Flushing Meadows. Os termos financeiros não foram divulgados.

  2. O que torna este acordo invulgar face às parcerias desportivas habituais?

    Segundo a Front Office Sports, a USTA está a impedir outras plataformas de mercados de previsões de fazer publicidade no recinto do US Open e nas transmissões do torneio pela ESPN, uma exceção mais ampla do que um acordo habitual de naming rights.

  3. Como acelerou a Kalshi um acordo que não estava originalmente previsto?

    A USTA planeava analisar parcerias com mercados de previsões para 2027 e anos seguintes, mas o novo CEO Craig Tiley, que assumiu o cargo a 20 de julho, antecipou o acordo para o torneio deste ano.

  4. Que volume geram a Kalshi e os seus rivais no mercado de previsões?

    A Kalshi, a Polymarket e a Polymarket US geraram, em conjunto, até agora em agosto, 41,2 mil milhões de dólares em volume de negociação, com a Kalshi a responder por 33,7 mil milhões e os contratos relacionados com o desporto a impulsionarem uma parte significativa dessa atividade.

  5. O que decidiu o Nono Circuito no litígio da Kalshi com o estado do Nevada?

    O Nono Circuito decidiu que a Kalshi não tinha demonstrado que a legislação federal sobre commodities prevalece sobre a regulamentação do jogo do estado relativa a contratos sobre eventos desportivos, aprofundando a divergência entre circuitos face à decisão anterior do Terceiro Circuito, que impediu Nova Jérsia de…

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