A Kalshi está em negociações avançadas com a Sequoia Capital e a Wellington Management para angariar pelo menos $750M com uma avaliação de $40B, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A ronda quase duplicaria a avaliação de $22B obtida pela Kalshi numa angariação de $1B há apenas quatro meses, em maio, e seria acompanhada por receitas anualizadas de cerca de $4B, com os contratos desportivos a gerar mais de 80% do volume de negociação e a Kalshi a afirmar deter 95% do mercado de previsão dos EUA em termos de receitas.
A Sequoia, que já tem um lugar no conselho de administração da Kalshi e gere $56B em ativos sob gestão, reforçaria a sua participação atual. A Wellington Management, empresa financeira sediada em Boston que supervisiona $1.3T em ativos de clientes, entraria pela primeira vez na estrutura acionista da Kalshi. O montante da ronda poderá ultrapassar $750M, noticiou o The Information, citando as mesmas fontes.
Porque é importante
A entrada da Wellington na estrutura acionista é o principal destaque. Uma empresa que gere $1.3T em ativos de clientes e que historicamente investe em empresas privadas na preparação para as suas IPOs é o tipo de âncora institucional de que uma categoria precisa para passar de uma curiosidade ligada às criptomoedas a uma classe de ativos financeiros plenamente consolidada. O CEO Tarek Mansour afirmou em junho que a Kalshi está a ponderar um IPO em 2027, o que se alinha claramente com o padrão habitual de investimento da Wellington em fases avançadas.
O panorama competitivo é claro. As receitas anualizadas de $4B da Kalshi em julho são cerca de 3,6 vezes superiores às receitas de $1.1B da Polymarket no mesmo período. Segundo as últimas informações, a Polymarket estava a angariar fundos com uma avaliação de $20B, depois de a Intercontinental Exchange, proprietária da Bolsa de Valores de Nova Iorque, ter investido $600M numa avaliação de $15B em agosto. As duas plataformas seguem estratégias diferentes, mas a liderança da Kalshi no volume de contratos desportivos denominados em dólares dos EUA negociados num mercado regulado atraiu, por enquanto, uma procura institucional mais forte.
Impacto no mercado
A Kalshi Prime, o braço de futuros perpétuos com margem da plataforma, acaba de nomear Jeff Bandman, o advogado que ajudou a Kalshi a obter a sua licença de bolsa regulada pela CFTC em 2020, como novo CEO.
Perguntas frequentes
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Porque é relevante o primeiro investimento da Wellington na Kalshi?
A Wellington tem $1.3T em ativos de clientes sob gestão e normalmente investe em empresas privadas na preparação para as suas IPOs. A entrada da empresa sediada em Boston reposiciona os mercados de previsão, de curiosidade ligada às criptomoedas para uma classe de ativos reconhecida a nível institucional.
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Que receitas gera a Kalshi?
A Kalshi registou cerca de $4B em receitas anualizadas em julho, com os contratos desportivos a gerar mais de 80% do volume de negociação, sobretudo nas apostas no Mundial de 2026.
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Quando está a Kalshi a ponderar um IPO?
O CEO Tarek Mansour afirmou em junho que a Kalshi está a ponderar um IPO em 2027, um calendário que se alinha claramente com a estratégia habitual da Wellington de apostar em IPOs em fases avançadas.
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Como se compara a Kalshi com a Polymarket?
A Kalshi lidera com cerca de $4B em receitas anualizadas, contra $1.1B da Polymarket no mesmo período, e afirma deter 95% do mercado de previsão dos EUA em termos de receitas.
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O que é a Kalshi Prime?
A Kalshi Prime é o negócio de futuros perpétuos com margem da plataforma. A bolsa acaba de nomear Jeff Bandman, o advogado que ajudou a Kalshi a obter a sua licença de bolsa regulada pela CFTC em 2020, como novo CEO.
CoinDesk